Rascunho versos. Neles, sentimentos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

DIAS DE VERÃO




Andorinhas,
saíras,
coleiros
viveiros sem telas,
aquarelas vivas,
viuvinhas,
guachos,
tucanos
aninhados,
banho de mato,
cachoeira de penas.
Siriemas
anunciam a chuva.
Dias de verão.

©rosangelaSgoldoni
28 12 2015

RL T 5 493 819

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

CORRENDO CONTRA O TEMPO ... FELIZ ANOVO NOVO!




Parece-nos acelerado
à medida em que vai passando...
Estreia com estardalhaço
mas festejá-lo com garbo
é tudo o que almejamos!
 
Novo para ser vivido...
 
Mais um abrir de portas,
possibilidades,
novas propostas,
 
ANO NOVO, SEJA BEM VINDO !
 
©rosangelaSgoldoni
Esboço em 26 12 2011
Concluído em 12 12 015

RL T 5 491 057

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ALGUMAS FOTOS






RIO, OLIMPÍADAS E SAÚDE

Bom dia!
Assistindo ao Globo Repórter que tratou do drama de crianças brasileiras e suas famílias que se deslocam pelo país em busca de tratamentos ou diagnósticos mais especializados nos grandes centros, dei-me conta da realidade gloriosa e lamentável da Saúde no país.
Dor, luta e esperança acompanham os pais.
Um corpo médico/paramédico que trabalha com respeito, profissionalismo e perseverança.
Gente que administra recursos contando com a sabedoria pessoal e divina.
E, quando o normal seria descentralizar e espalhar o conhecimento médico e hospitais pelas capitais do país, observa-se a falência do sistema.
Sintomas e sinais graves.
Inauguram-se obras para mostrar ao mundo olímpico uma cidade moderna.
Moderna em museus, vilas, ciclovias...
Moderna em Medicina, fisioterapia e outras áreas correlatas.
Haverá hospitais e profissionais na cidade que para atender atletas e turistas?
Hoje nem para atender à população.
Seriam obras olímpicas para esconder os nossos rebaixamentos internacionais?
Show faraônico no revéillon.
Av. Paulista nem decoração ganhou.
Senhores que administram este país (será que merecem este tratamento cerimonioso): HUMANIZEM-SE!
Saúde e Educação são direitos constitucionais básicos, assim como o lazer.
Mas do que adianta garantir o lazer sem saúde?
Que eu não perca  da minha capacidade de indignação.

©rosangelaSgoldoni
23 12 2015

RL T 5 488 966

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CONVERSA DE NATAL



Nunca dei muita atenção ao Natal.
Meu pai, comerciário, trabalhava até tarde. Chegava cansado.
Papai Noel raramente nos incluía em sua rota.
Antes do entendimento, sapatinhos na janela.
Pingavam surpresinhas, nunca uma boneca.
Tudo mudou quando os filhos chegaram.
Na geração do “por quê?” queriam saber mais.
- Aniversário de Jesus, respondia e festejamos trocando presentes.
- Mas todos ganham presentes?
Infelizmente não, há os que só festejam. Ou os esquecidos que nem se lembram.
Portanto, não sejamos esquecidos do Natal Nascimento.
Doe-se num pacote de fraldas, num lata de leite (os que têm fome não se ocupam da marcas), participe duma lista qualquer que distribua esperanças...
Doe-se todos os dias ofertando um bom dia!
Doe-se aos pais, amigos e outros que à sua volta necessitam.
Doe-se dentro das suas possibilidades.
Aos filhos, pois que redirecionam o nosso olhar.

©rosangelaSgoldoni
20 12 2015

RL T 5 486 204

sábado, 19 de dezembro de 2015

NATAL, NASCIMENTO!





Fartas ou
frugais,
que todas as mesas
celebrem o sagrado
daquele que
se entregou à cruz!

FELIZ NATAL!

©rosangelaSgoldoni
14 12 2015
RL T 5 479 973

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

TAÇAS DO AMANHECER




Tempos de vinho tinto
envelhecido em toneis de coragem.
Tempos de acordar
e brindar
nas taças
do amanhecer!
A cada dia,
simplesmente viver!


©rosangelaSgoldoni
16 12 2015
TF SMM

RL T 5 483 568

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

EM TEMPOS DE NATAL DESEJO:





Que o poder de renovação seja constante e diário!
Que a vida não doa a tantos irmãos necessitados e aflitos!
Que a utopia da Paz Universal possa se concretizar!
Que estejamos dispostos e repensar nossos valores!
Que cada ser humano, verdadeiramente, seja solidário!
Que possamos respeitar a natureza em sua plenitude!
E que todos estes atos sejam uma constante,
independente de Natais ou Anos Novos,
pois todo dia é dia de ser feliz!

©rosangelaSgoldoni
dezembro 2009
RL T 2 681 604

domingo, 13 de dezembro de 2015

BEIJO PROIBIDO




Avisto um céu rubro,
noturno,
a navegar  tempestades.
Ameaças de revolver o mar das ansiedades.
Afloram os medos na madrugada:
mundo,
submundo,
impotência  riscada
no clarão  percorrido  nas raias da escuridão.
Somente os trovões são testemunhas do acaso.
O rubro noturno transforma-se na cereja que celebra o beijo proibido.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2015

RL T RL T 5 478 469

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

DITADO ORIGINAL





Meus cantos
e  ângulos
(escalenas desproporções)
ensaiam
algum equilíbrio.
Acordes triangulares
regidos por
equiláteras suposições
desafiam as sinuosidades que me alimentam.
Reagem ao poema insanidade:
segue tuas curvas,
esquece o ditado original!

©rosangelaSgoldoni
25 03 2015

RL T 5 476 121

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

DO LUXO OU DO LIXO?



Pois que se divertiam.
Gritavam, 
dançavam,
batiam latas.
Eu, do lado de cá, não entendia nada.
A moça (de tranças com mecha dourada) e um casal de adolescentes.
Quebravam garrafas, pedaços de pau.
Barulho infernal em noite de chuva.
Anjos maus?
Anjos sujos?
Inocentes?
Partiram felizes!
Tudo aconteceu no lixo do outro lado da rua.
Em tempos de Natal, 
inibe-se o último verso!

©rosangelaSgoldoni
07 12 2015
RL T RL T 5 473 859

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

OLHOS DE VIVER




Há um jardim com rosas
vermelhas expostas,
hortênsias
e
abacaxis delicados
(exóticas inflorescências).
Há uma cerca em réguas,
baixinha,
por onde vasam  olhares
curiosos
de não sei o quê!

Há um outro jardim reservado,
cerca viva
em vida  privada:

para os que tem olhos de viver.

©rosangelaSgoldoni
15 07 2013
Publicado em Fiapos de Lucidez

sábado, 5 de dezembro de 2015

PROCURANDO UM POEMA


Acendo a luz.
Procuro um poema.
Somente letras espalhadas pelo chão.
Varri a inspiração.

Rogoldoni
05 12 2015

RL T 5 471 288

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

E O MEU AMIGO PROSSEGUE NA FÉ



Ontem,
como nos velhos tempos,
dançamos.
conversamos,
relembramos nossa juventude
vivida ao som de Dolores Duran.
E você continua na fé.
E pela fé e bom humor se mantém
irradiando luz aos que te querem bem
e torcem pela sua permanência.

Você dribla,
repudia,
afasta-se.
Joga pra escanteio
porque a vida é mais.

E assim se passaram dois anos.

Ela, fiel escudeira,
a romper barreiras da quimioterapia.

©rosangelaSgoldoni
09 01 2011
revisado em 04 12 2015
Reportar-se ao texto "Para um Amigo que não Perdeu a Fé"

Ontem
ligou assim,
engasgado:
o tempo passando,
a chama apagando
a fé ao seu lado.

04 12 2015
©rosangelaSgoldoni

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CINCO QUILOS DE ARROZ


À tarde, na fila do caixa do supermercado, duas pessoas à minha frente: um rapaz e uma adolescente. Ela, de short e agasalho com capuz escondendo a cabeça, aparência malcuidada.
Empacotando suas compras (só percebi um saco de 5 kg de arroz), voltou-se para o rapaz e balbuciou "obrigada a você".
Foi quando percebi o seu olhar: triste olhar para um mundo sem esperanças.
O rapaz pagara sua "cestinha básica".
Confesso:
um verso triste desceu pela minha face.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2015

RL T 5 469 347

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O CAMINHO DAS PALAVRAS



Conversava com as estrelas com certa intimidade
(coisas de criança que vivia no mundo da lua).
Brincava com a leitura.
Passeava de mãos dadas com a imaginação.
Nada entendia das coisas do infinito
até conhecer Vinícius.
Tempo era coisa de relógio,
tic, tac, .tic, .tac,
até deparar-se com Cassiano Ricardo.
Encontrou-se em Cecília nas fases da vida;
nas cores, além das borboletas de Pessoa.
Hoje,
passeia pelo jardim das palavras
ternas,
envolventes,
ácidas,
efervescentes,
dissidentes
desprevenidas,
amorosas...

Prosa,
arrisca-se poesia
©rosangelaSgoldoni
18 08 2015
RL T 5 466 770
Selecionada no Concurso da ALAP Academia de Letras e Artes de Paranapuã



Publicado na COLETÂNEA LITERÁRIA INTEGRAÇÃO CULTURAL  
Fortaleza X Mossoró Editora e Rede Mídia sem Fronteiras 2016

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O MOSQUITO TENEBROSO






Aquele mosquito a voar,
aquele de nome esquisito,
o “tenebroso do Egito”
só tristeza nos traz.
Pintado tal joaninha,
traz uma praga daninha:
a dengue, doença letal,
que pode morar no quintal,
(no seu ou do seu vizinho).
- Vamos mantê-los limpinhos?
Converse com seus amiguinhos.
Evite água parada,
cuidado com vasos e calhas,
ali vivem as larvas,
que crescem e viram mosquitos.
Elas dormem disfarçadas,
acordam sem hora marcada.
Só morde durante o dia,
gosta de água limpa,
como disse, acumulada,
que mesmo evaporada,
esconde os filhotinhos.

Eta mosquito sem graça!
Vamos todos à luta,
criança também ajuda.
Importante: a dengue mata.

©rosangelaSgoldoni
20 05 2013
RL T 4 300 571

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

EU E MEUS VERSOS




EU E MEUS VERSOS

Não sei de mim
nem sei dos meus versos.
Desencontro!

Reencontro-os
na calada da noite.
Ali,
encobertos
pelas
folhas
do ingazeiro
às margens
do ribeirão.
Ressabiados,
acossados pelas estrelas,
frio em negrito...
NÓS,
eu e meus versos,
lado a lado,
alvoroçados,
poesia em gritos
rasgando a madrugada.

Rogoldoni
18 11 2015
TFSMM
RL T 5 461 268

sábado, 21 de novembro de 2015

MARIANAS




Mar afogado,
rejeito minerado...
Manguezal chorou.
Pescador ajoelhado na rede
ausente de pão,
estende a mão:
São Pedro,
olhai por este povo
com sede de esperanças,
anima,
Marianas.

©rosangelaSgoldoni
21 11 2015

RL T 5 456 795

terça-feira, 17 de novembro de 2015

TERRA E TERROR


Luz apagada
Planeta em comoção
Tiros a esmo


Verde maculado
sonho interrompido
Doce de lama

©rosangelaSgoldoni
17 11 2015
RL T 5452 217

domingo, 15 de novembro de 2015

RIO DOCE: UM PONTO FINAL





Era uma vez um Rio que se chamava Doce.
Doce de rio!
Caudaloso, águas claras, alimento...
Descia a Mantiqueira , lá das Gerais, orgulhoso do seu passado histórico.
Um dia foi sufocado com seu povo ribeirinho.
Havia minas e barragens de rejeitos
que se romperam levando a lama e a alma
das gentes, bichos, casas, árvores...
Até o “caboclo d’água” chorou.
Sobreviveram os sedentos de justiça.
Agonizante, entoou docemente:
“O cuidado que me tinhas era pouco e se acabou”

©rosangelaSgoldoni
15 11 2015

RK T 4 449 532

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

HUMANOS


Atentado terrorista em Paris.


Desumanos e covardes são os que se valem da surpresa e violência em defesa dos seus valores e ideais.

©rosangelaSgoldoni




O MARTELO DO SAPO





Sapo-martelo na horta
martela o coco caído no chão;
sapo martelo tem sede,
precisa beber das águas do anão.
Anão coqueiro hidratado
pra suportar o calor do verão;
verão que chega sem hora
ressecando as águas do ribeirão.
Sapo martelo a chorar...
Ó chuva, dê-lhe atenção?

©rosangelaSgoldoni
13 11 2015 TF SMM
RL T 5 447 688

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

LENTES E TECLADOS



Olhares ao acaso...
Focagens automáticas
aos momentos escolhidos,
vivos ou estáticos,
há um clique a me provocar!
Meus versos fotografados agradecem.
No entanto,
o teclado inibido
reclama da falta de toques
e retoques poéticos.
Sem resposta,
aguardo as revelações do tempo.

©rosangelaSgoldoni
07 11 2015
RL T 5 446 310

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TARDE INESPERADA



Coqueiro exibido em verde
projeta-se ao vento
em desajeitada elegância!
Mar que se expõe em azul
reflete as certezas
das marés e alternâncias.
O céu a tudo comtempla
do alto de sua infinitude.
O tempo,
inebriado,
perde-se dos ponteiros.
Planta-se espectador
naquela tarde inesperada.

©rosangelaSgoldoni
23 09 2015
Aracaju SE
RL T 5 442 545

sábado, 7 de novembro de 2015

DO FARDO À FELICIDADE




Aquele amor transformou-se num fardo:
doíam-lhe os dardos a perfurar o coração.
Sonhou abraços que sufocassem
suas lágrimas absorvidas pelo deserto do seu chão.
Mistério divino,
sentiu-se ungido
pelo anjo protetor.
Sussurro em silêncio latente:
liberta tuas mágoas
antes que te tornes um escravo da solidão!
Aquieta-te,
há um mar de versos
a ser desbravado nos domínios de Afrodite.
Recolhe o poema do dia a dia e parte ao encontro da felicidade.

©rosangelaSgoldoni
29 10 2015
RL T 5 431 524


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

OBSERVAÇÕES




Sentado,
afivelado,
turbulências...
O trem de prata não para.
Olhos fixos na janela,
recolhe-se ao estômago o pássaro interior.
Quase um desertor,
emudece,
empalidece...
Quando o azul invadiu suas preces,
ressuscitou.

©rosangelaSgoldoni
05 11 2015
RL T 5 438 285