sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

REJEITADOS (Ao Povo de Brumadinho, MG)



Era um córrego feliz!
Alegrava sua cidade e,
ao encontro
do Paraopeba,
serpenteava entre
matas e pousadas.
Um dia mudaram sua cor.
A transparência virou rejeito
a céu aberto,
matando gente, bicho e flor.
O córrego do Feijão foi destemperado.
Nem sirene tocou!
Irmão de infortúnio do Doce,
Brumadinho também chora seus mortos.

O Presidente da Vale do Rio que era Doce pediu desculpas.

©rosangelaSgoldoni
25 01 2019
RL T 6 559 413

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

TEORIA DA EVOLUÇÃO AMOROSA (FESTEJANDO A VIDA)


De repente,
algumas lembranças a
me tontear:
alegrias e correrias de viver
diante do novo ser que à luz se apresentava.
Voltei aos partos em trabalhos e relógios de prontidão.
Hospitais,
obstetras,
folhas de ponto codificadas com amor
(face à nova função maternal).
Um,
dois,
três foram as vezes,
ausências e paciências,
maternidades em gestação.
Hoje,
frente à filha mais velha,
antes menina,
hoje ninho onde o neto se aconchegou,
renasci avó em primeira viagem.
Despretensiosamente
traço caminhos para
minha teoria da evolução amorosa.

Vida que festeja a vida em nascedouro!

©rosangelaSgoldoni
13 01 2019
RL T 6 556 444
Revisada em 03 01 2020 para publicação.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

TATUAGEM



Foi tatuagem de henna
e, 
com o tempo, 
desbotou.


©rosangelaSgoldoni
11 01 2019
RL T 6 548 901

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

FAZ DE CONTA II



Deu-se ao tempo das reflexões necessárias.
Já não lhe agradavam os sorrisos ensaiados à procura dum flash.
O que não fosse espontaneidade estaria fadado ao incômodo.
Permitia-se folgar dos compromissos marcados nos ponteiros do relógio.
Antigamente já não fazia sentido.
Por coerência,
dedicava-se ao presente,
ou,
quem sabe,
 incauto futuro
de qual dispunha por usufruto
dos frutos então plantados.
No abrigo da paz interior
desobrigou-se de um faz-de-contas entediado.
Amanheceu.

©rosangelaSgoldoni
01 12 2018
RL T 6 542 803

VERSOS PANDÊMICOS

Sem respeitar fronteiras, fraciona vida e morte em lotes de horror. Separadas por tubos e muros, famílias se desencontram ...