Rascunho versos. Neles, sentimentos.

sábado, 30 de junho de 2018

PRIMOS À FLOR DA EMOÇÃO




Fora criada sem a presença dos primos, parentesco que lhe soava comum aos olhos das suas amizades.
A vida traçou caminhos à revelia dos fatos e dos parentescos.
Afastados, eram dois desconhecidos na fila de autoatendimento de um banco.
Ele, do alto dos seus quase setenta anos e um belo par de olhos azuis; ela beirando sessenta, baixinha, e olhos também azuis acompanhada do seu filho mais velho.
Algo soou familiar quando os olhares se entrecruzaram ao acaso.
Resolvidos, ela sobe a escada em direção ao andar superior.
O filho, ainda no térreo, ouve seu nome solicitado num microfone: “Fulano, sua mãe o aguarda no andar superior”.
Ao soar do sobrenome o primo dirigiu-se ao rapaz.
“Olá, tudo bem? Temos o mesmo sobrenome. Você é filho de quem?
Subiram ao encontro da mãe do rapaz.
Entre apresentações e lembrança, redescobriram-se, entre lágrimas, primos-irmãos.
Cinquenta e cinco anos resumidos a 5 minutos numa sobreloja dum banco qualquer.
- Tão perto, tão longe ... ela disse
 -  Coisas da vida, ele retrucou ...
Sem lembranças a compartilhar, apenas algumas informações a trocar, despediram-se.
O tempo retomou suas vidas.
Apenas primos à flor da emoção!



©rosangelaSgoldoni
14 05 2018
RL T 6 378 451

segunda-feira, 25 de junho de 2018

INTUIÇÃO






Apresentadas como se fossem minhas,
pergunto-me em reflexão:
 - tenho direitos sobre elas?
Possessivo justificado nas MINHAS flores?
Intuo sem dramas:
 - Oh humana criatura,
se não deténs as forças da natureza
como apropriar-se de suas manifestações divinas
em consonância com o belo?
Desfruta da beleza e aromas,
contenta-te com o momento,
só este poderás chamar de “TEU”.

©rosangelaSgoldoni
25 06 2018
RL T 6 373 842

domingo, 17 de junho de 2018

VIRGEM DE EMOÇÕES



A mão pesa sobre a caneta
que se recusa a delinear versos
sobre o papel virgem de emoções.
Há um quê de patético,
antiestético,
nesta relação.
O poema implode,
interioriza-se,
limita-se à poeira do que não pode ser.

©rosangelaSgoldoni
03 07 2014
RL T 6 366 776
Publicado em Fiapos de Lucidez

segunda-feira, 11 de junho de 2018

CONSCIENTE CONSTRUÇÃO (O Homem, Projeto do Mundo)






“Como o Homem, projeto em desenvolvimento no mundo, pode
contribuir para uma melhoria social?”

Consciente Construção  (Texto Pulicado)

Penso-te em formação embrionária, 
ó caráter humano a distanciar-se das linhas de evolução.
Toma tento às diversidades
e discriminações.
Abre-te às religiões em paridade de ideias e ideais,
solidariedade e fraternidade,
mãos celebrando mãos.
Reparte o pão.
Respeita a mulher e suas intimidades,
inteligência e necessidades;
os diferentes em gosto e gozo de viver;
os deficientes de todos os sentidos.
À natureza, à terra, teu chão, gratidão!
Apaga de tua memória
resquícios de guerras inúteis,
canhões e machas de sangue
no olhar das crianças indefesas.
Apressa-te em renovações de esperanças,
perdão e legalidade: consciência limpa.
Vibrações levam-me a redesenhar um novo eclodir em boas novas de (con) viver.

©rosangelaSgoldoni
03 03 2018
RL T 6 361 828

sexta-feira, 8 de junho de 2018

ALENTO



Danço no tempo dos ventos,
deito no leito das águas;
sonho contigo, alento,
meu sono em teu colo desmaia.  

©rosangelaSgoldoni
07 06 2018
RL T 6 359 194

domingo, 3 de junho de 2018

VIDA NOVA






Abro portas até então desconhecidas para a vida.
Reinvento-me em energias e terapias.
Desafio o frio que me envolve em mantas de nuvens ao amanhecer.
Ouso rituais que celebram os elementos,
dança e movimento,
terra, água, fogo e ar.
A natureza alimenta o corpo que se alonga frente ao espelho
num renascimento crescente.
Mantras ecoam entre o verde e o querer a caminho da Luz Interior.

Namastê!


©rosangelaSgoldoni
03 06 2018]
RL T 6 354 621