Rascunho versos. Neles, sentimentos.

domingo, 17 de junho de 2018

VIRGEM DE EMOÇÕES



A mão pesa sobre a caneta
que se recusa a delinear versos
sobre o papel virgem de emoções.
Há um quê de patético,
antiestético,
nesta relação.
O poema implode,
interioriza-se,
limita-se à poeira do que não pode ser.

©rosangelaSgoldoni
03 07 2014
RL T 6 366 776
Publicado em Fiapos de Lucidez

segunda-feira, 11 de junho de 2018

CONSCIENTE CONSTRUÇÃO (O Homem, Projeto do Mundo)






“Como o Homem, projeto em desenvolvimento no mundo, pode
contribuir para uma melhoria social?”

Consciente Construção  (Texto Pulicado)

Penso-te em formação embrionária, 
ó caráter humano a distanciar-se das linhas de evolução.
Toma tento às diversidades
e discriminações.
Abre-te às religiões em paridade de ideias e ideais,
solidariedade e fraternidade,
mãos celebrando mãos.
Reparte o pão.
Respeita a mulher e suas intimidades,
inteligência e necessidades;
os diferentes em gosto e gozo de viver;
os deficientes de todos os sentidos.
À natureza, à terra, teu chão, gratidão!
Apaga de tua memória
resquícios de guerras inúteis,
canhões e machas de sangue
no olhar das crianças indefesas.
Apressa-te em renovações de esperanças,
perdão e legalidade: consciência limpa.
Vibrações levam-me a redesenhar um novo eclodir em boas novas de (con) viver.

©rosangelaSgoldoni
03 03 2018
RL T 6 361 828

sexta-feira, 8 de junho de 2018

ALENTO



Danço no tempo dos ventos,
deito no leito das águas;
sonho contigo, alento,
meu sono em teu colo desmaia.  

©rosangelaSgoldoni
07 06 2018
RL T 6 359 194

domingo, 3 de junho de 2018

VIDA NOVA






Abro portas até então desconhecidas para a vida.
Reinvento-me em energias e terapias.
Desafio o frio que me envolve em mantas de nuvens ao amanhecer.
Ouso rituais que celebram os elementos,
dança e movimento,
terra, água, fogo e ar.
A natureza alimenta o corpo que se alonga frente ao espelho
num renascimento crescente.
Mantras ecoam entre o verde e o querer a caminho da Luz Interior.

Namastê!


©rosangelaSgoldoni
03 06 2018]
RL T 6 354 621

terça-feira, 22 de maio de 2018

MARCAS DE UM ROMANCE



Sequer trocamos cartas.
Fotos, não há registros.
Trago-o em meu peito acolhido:
as marcas deste romance
deixaram indeléveis vestígios.
Meu perfume em sua roupa,
seu beijo e o gosto do vinho.

Foi bom enquanto durou,
diz o senso comum;
mas meu senso revelou:
o final como um desperdício!

©rosangelaSgoldoni
30 11 2011
RL T 6 343 943
Publicado em Fiapo de Lucidez

quarta-feira, 16 de maio de 2018

URGÊNCIA DE PRIMAVERAS



Azul,
verde-água,
primárias
e
derivadas:
realidade fantástica
de um outono que teima em florir!
Rebelam-se as flores do meu jardim!
Alimentam-se das folhas
caídas,
varridas,
maceradas pelo tempo.
Há urgência de primaveras!

©rosangelaSgoldoni 
10 04 2014
RL T 6 338 373
Publicado em Fiapos de Lucidez
2014

sexta-feira, 11 de maio de 2018

AMOR RELICÁRIO



Mãe que se foi,
Mãe que está,
Mãe que se doa,
Mãe que se empresta,
Mãe santuário!
Simplesmente mãe,
amor relicário!

©rosangelaSgoldoni
10 05 2018
RL T 6 334 116

AROMAS DE OUTONO



Já não colho primaveras
há tempos, nem lembro;
envolvida n’outra atmosfera
estou certa, culpa não tenho.

Os aromas exalados
são aqueles do outono.
Agradam-me o olfato,
subjetividades que não escondo.

Em breve, tempos de inverno,
poucas flores sobreviverão.
Entre o vivo e o hiberno
carrego esperanças, verão!

O tempo não nos engana:
estampa seu efeito nas faces.
Atrelo-me ao outono com gana,
em busca de um sol que me abrace.

©rosangelaSgoldoni
02 01 2011
RL T 2 771 051

domingo, 6 de maio de 2018

NOSSA PRECE





Por todos os dias de agonia,
pela insegurança invasiva;
pelo atraso no salário
o pão negado a cada dia;
pela falência da empresa
e a carteira de trabalho em baixa;
pelo Hospital e UTI’s fechados,
por enfermarias congestionadas;
pela escola sem professor,
merenda e tiros no corredor;
pela criança infeliz
quando deveria sorrir;
pelo policial a reinventar-se
no dia escudo da violência,

Senhor,
Escutai a nossa Prece!

©rosangelaSgoldoni
06 05 2018
RL T 6 328 837

sexta-feira, 4 de maio de 2018

LAPSO DE BOM SENSO




Tantas vezes fui cobrada como ponto de equilíbrio que, 
desiquilibrada,
visualizei um abismo.
Recuei a tempo
num lapso de bom-senso
quando,
então,
estreitei o círculo.
Primeiro: eu!
Outros: decido!

Rogoldoni
30 04 2014

RL T 4 789 499

terça-feira, 1 de maio de 2018

MANACÁ DA SERRA






Meu pequeno arbusto,
livre de monóxidos,
botões incandescentes
próximos à eclosão.

Te aguardo em flores delicadas,
outono, inverno
aquarelas encantadas,
desbunde dos viciados
em natureza,
ciclos e
estações.

©rosangelaSgoldoni
01 05 2018
RL T 6 324 655

domingo, 22 de abril de 2018

EM TI CONFIAMOS, JORGE!




Porque ainda existem os dragões da maldade,
homens sem piedade,
caridade,
honestidade,
ganância em detrimento dos necessitados,
poder desmesurado,
rogamos por sua intercessão,
São Jorge!
Desembainhe sua espada em favor
daqueles que se amparam sob qualquer fé
que dignifique o ser humano.
Acreditamos e confiamos na tua providência, Jorge!

©rosangelaSgoldoni
23 04 2018
RL T 6 316 355

sábado, 21 de abril de 2018

22 DE ABRIL




Naus observam
Astrolábio festeja
Brasil à vista!

©rosangelaSgoldoni
21 04 2018
RL T 6 315 437

quarta-feira, 18 de abril de 2018

LUZ DE OUTONO


A luz que define o outono,
de todas a mais bela,
é o ouro que adorna tesouros,
a pureza da mais linda pedra.

O céu tem tamanha expressão,
atiça a imaginação,
estação que te quero eterna.

Atrase o inverno da vida,
estacione na gare de espera.

Rogoldoni
18 04 2011

RL T 2 919 704

domingo, 15 de abril de 2018

AFINIDADES E DIMENSÕES





Temos convivido amiúde.
Situações confortáveis e corriqueiras.
Naturalmente,
vida que se pressente
nos abraços e sorrisos trocados,
afagos,
coisas de mãe e filha.
Ah, sonhos de se viver dormindo!
Alma* e espírito** servidos em gestos de amor
nas taças do imponderável!
Até breve, seja lá como ou onde for!


*alma: espírito encarnado
**espirito: alma desencarnada,
Segundo Allan Kardec

©rosangelaSgoldoni
15 04 2018
RL T 6 309 719

EDUCAR SEM CULPA P/TANIA ZAGURY CONVITE AJEB/RJ



sábado, 7 de abril de 2018

PONTEIROS



Viveu regras e ponteiros.
Exageros à parte,
o desassossego das horas incomodava.
Hoje,
o relógio decora a parede
pontuando algumas emoções.
Apenas um tique-taque sonolento de vida
que não desiste de se alimentar de sonhos.

©rosangelaSgoldoni
05 04 2018
RL T 6 302 564

quinta-feira, 29 de março de 2018

LOUCO POR SAMBA




Domingo. Quarenta graus. Janeiro.
Camiseta no corpo, partiu para a feijoada do Salgueiro ao encontro de amigos. Uma dose extra de samba na sua alegria, sabendo que o ar refrigerado da quadra funcionaria em evasivas.
Enquanto aguardava o ônibus, um dos loucos da sua rua parou, olhou para a camiseta, acenou com o polegar e perguntou:
- Você conhece o samba do Cubango? * (E. S. Acadêmicos do Cubango, Niterói)
Claro, respondeu de pronto, pensando livrar-me do incômodo.
Sem cerimônia cantou o samba até o final.
Ela acenou com o polegar e disse: - Valeu!
O ônibus apontou na esquina. Aliviada embarcou.
Ansiosa e faminta, mergulhou na multidão que se requebrava ao som do pagode do momento: impossível encontrar os amigos, pensou.
À feijoada!
Na fila, pode visualizá-los. Serviu-se com parcimônia. Afinal, a refrigeração não dava conta do calor humano em tamanha concentração.
A temperatura aumentou quando a Banda do Cordão do Bola Preta e, em seguida, a Marrom, foram chamados.
Depois do show, voltou para casa, sã e salva. Tinha atravessado a baía de Guanabara.
Dias depois, reencontraram-se.
 - Bom dia, “Madame”!
Estranhou. Ele a reconheceu.
- Bom dia!
Andou sumido por alguns meses (soubera que estaria internado para tratamento psiquiátrico).

©rosangelaSgoldoni
11 01 2015
RL T 6 294 445
Texto publicado na Antologia Em Verso e Prosa, Autores do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana, 2018


domingo, 25 de março de 2018

PRESSA DE VIVER



Seu tempo andava apressado.
Não tinha tempo para bobagens,
amores de passagem ou de ocasião.
Novelas,
delongas,
milongas
não mais a atraíam
Libertou-se de velhos conceitos...
Enterrou medos e algumas lembranças
sem direito à missa de sétimo dia.
afinal,
a magia estava
em driblar o calendário!

©rosangelaSgoldoni
20 03 2018
RL T 6 290 690

segunda-feira, 19 de março de 2018

TRINADOS DE OUTONO



Estávamos distraídos.
Ele a trinar no fio,
eu entretida com a chuva.
Entre nós,
a máquina fotográfica.
Engatilhada,
arrepiou-se ao som indisfarçável do clique.
Redobrou-se em cantos de celebração ao outono
em final de verão.

©rosangelaSgoldoni
19 03 2018
RL T 6 284 807

quarta-feira, 14 de março de 2018

TREM FANTASMA



Um trem de silêncios passou sem rangidos,
vazio de saudades e recordações.
Não deixou fumaça, borrões ou zumbidos de apitos.
Carregava a leveza dos amores absolvidos
de todas as transgressões.
Adeuses inevitáveis e nada mais!

©rosangelaSgoldoni
14 03 2018
RL T 6 279 987

quarta-feira, 7 de março de 2018

SER MULHER




Objeto?
Porcelana da China?
Muralha de flores
a escudar-se da vida.
Pluralidade do ser,
respeito!

©rosangelaSgoldoni
06 03 2018
RL T 6 272 729

sábado, 3 de março de 2018

MAIS OU MENOS



Poesia sangria
ou seca de letras.
Tempos (di)versos:
O poema não morre.

©rosangelaSgoldoni
03 03 2018
RL T 6 270 160

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JARDIM DE INVERNO


Brotam no meu jardim de inverno
flores de primavera
banhadas por um sol de verão.
O outono, claridade,
tons de marron em realce,
despediu-se a tempo
de uma rosa em botão.
Explodem pétalas,
minúsculas e sapecas
para enfeitar
minha solidão!

©rosangelaSgoldoni
14 10 2011

RL T 6247268

sábado, 3 de fevereiro de 2018

UM VERÃO ABRASADOR (agora em vídeo)





Fiava novelos com a espuma do mar.
A manta que a envolvia flutuava na beira da praia.
Imantada,
dançava
e
gravitava no vai-e-vem da maré.
Insana
entregou-se ao tempo do nunca
nas terras dos sem ninguém.
Só a estrelas testemunhavam
o delírio daquela sereia em caldas de frutos do mar.
Marejou centelhas de algas marinhas e
adormeceu nos braços de Iemanjá.

Delírios de um verão abrasador!


©rosangelaSgoldoni
02 02 2018

RL T 6 244 578