Rascunho versos. Neles, sentimentos.

domingo, 22 de abril de 2018

EM TI CONFIAMOS, JORGE!




Porque ainda existem os dragões da maldade,
homens sem piedade,
caridade,
honestidade,
ganância em detrimento dos necessitados,
poder desmesurado,
rogamos por sua intercessão,
São Jorge!
Desembainhe sua espada em favor
daqueles que se amparam sob qualquer fé
que dignifique o ser humano.
Acreditamos e confiamos na tua providência, Jorge!

©rosangelaSgoldoni
23 04 2018
RL T 6 316 355

sábado, 21 de abril de 2018

22 DE ABRIL




Naus observam
Astrolábio festeja
Brasil à vista!

©rosangelaSgoldoni
21 04 2018
RL T 6 315 437

quarta-feira, 18 de abril de 2018

LUZ DE OUTONO


A luz que define o outono,
de todas a mais bela,
é o ouro que adorna tesouros,
a pureza da mais linda pedra.

O céu tem tamanha expressão,
atiça a imaginação,
estação que te quero eterna.

Atrase o inverno da vida,
estacione na gare de espera.

Rogoldoni
18 04 2011

RL T 2 919 704

domingo, 15 de abril de 2018

AFINIDADES E DIMENSÕES





Temos convivido amiúde.
Situações confortáveis e corriqueiras.
Naturalmente,
vida que se pressente
nos abraços e sorrisos trocados,
afagos,
coisas de mãe e filha.
Ah, sonhos de se viver dormindo!
Alma* e espírito** servidos em gestos de amor
nas taças do imponderável!
Até breve, seja lá como ou onde for!


*alma: espírito encarnado
**espirito: alma desencarnada,
Segundo Allan Kardec

©rosangelaSgoldoni
15 04 2018
RL T 6 309 719

EDUCAR SEM CULPA P/TANIA ZAGURY CONVITE AJEB/RJ



sábado, 7 de abril de 2018

PONTEIROS



Viveu regras e ponteiros.
Exageros à parte,
o desassossego das horas incomodava.
Hoje,
o relógio decora a parede
pontuando algumas emoções.
Apenas um tique-taque sonolento de vida
que não desiste de se alimentar de sonhos.

©rosangelaSgoldoni
05 04 2018
RL T 6 302 564

quinta-feira, 29 de março de 2018

LOUCO POR SAMBA




Domingo. Quarenta graus. Janeiro.
Camiseta no corpo, partiu para a feijoada do Salgueiro ao encontro de amigos. Uma dose extra de samba na sua alegria, sabendo que o ar refrigerado da quadra funcionaria em evasivas.
Enquanto aguardava o ônibus, um dos loucos da sua rua parou, olhou para a camiseta, acenou com o polegar e perguntou:
- Você conhece o samba do Cubango? * (E. S. Acadêmicos do Cubango, Niterói)
Claro, respondeu de pronto, pensando livrar-me do incômodo.
Sem cerimônia cantou o samba até o final.
Ela acenou com o polegar e disse: - Valeu!
O ônibus apontou na esquina. Aliviada embarcou.
Ansiosa e faminta, mergulhou na multidão que se requebrava ao som do pagode do momento: impossível encontrar os amigos, pensou.
À feijoada!
Na fila, pode visualizá-los. Serviu-se com parcimônia. Afinal, a refrigeração não dava conta do calor humano em tamanha concentração.
A temperatura aumentou quando a Banda do Cordão do Bola Preta e, em seguida, a Marrom, foram chamados.
Depois do show, voltou para casa, sã e salva. Tinha atravessado a baía de Guanabara.
Dias depois, reencontraram-se.
 - Bom dia, “Madame”!
Estranhou. Ele a reconheceu.
- Bom dia!
Andou sumido por alguns meses (soubera que estaria internado para tratamento psiquiátrico).

©rosangelaSgoldoni
11 01 2015
RL T 6 294 445
Texto publicado na Antologia Em Verso e Prosa, Autores do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana, 2018


domingo, 25 de março de 2018

PRESSA DE VIVER



Seu tempo andava apressado.
Não tinha tempo para bobagens,
amores de passagem ou de ocasião.
Novelas,
delongas,
milongas
não mais a atraíam
Libertou-se de velhos conceitos...
Enterrou medos e algumas lembranças
sem direito à missa de sétimo dia.
afinal,
a magia estava
em driblar o calendário!

©rosangelaSgoldoni
20 03 2018
RL T 6 290 690

segunda-feira, 19 de março de 2018

TRINADOS DE OUTONO



Estávamos distraídos.
Ele a trinar no fio,
eu entretida com a chuva.
Entre nós,
a máquina fotográfica.
Engatilhada,
arrepiou-se ao som indisfarçável do clique.
Redobrou-se em cantos de celebração ao outono
em final de verão.

©rosangelaSgoldoni
19 03 2018
RL T 6 284 807

quarta-feira, 14 de março de 2018

TREM FANTASMA



Um trem de silêncios passou sem rangidos,
vazio de saudades e recordações.
Não deixou fumaça, borrões ou zumbidos de apitos.
Carregava a leveza dos amores absolvidos
de todas as transgressões.
Adeuses inevitáveis e nada mais!

©rosangelaSgoldoni
14 03 2018
RL T 6 279 987

quarta-feira, 7 de março de 2018

SER MULHER




Objeto?
Porcelana da China?
Muralha de flores
a escudar-se da vida.
Pluralidade do ser,
respeito!

©rosangelaSgoldoni
06 03 2018
RL T 6 272 729

sábado, 3 de março de 2018

MAIS OU MENOS



Poesia sangria
ou seca de letras.
Tempos (di)versos:
O poema não morre.

©rosangelaSgoldoni
03 03 2018
RL T 6 270 160

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JARDIM DE INVERNO


Brotam no meu jardim de inverno
flores de primavera
banhadas por um sol de verão.
O outono, claridade,
tons de marron em realce,
despediu-se a tempo
de uma rosa em botão.
Explodem pétalas,
minúsculas e sapecas
para enfeitar
minha solidão!

©rosangelaSgoldoni
14 10 2011

RL T 6247268

sábado, 3 de fevereiro de 2018

UM VERÃO ABRASADOR (agora em vídeo)





Fiava novelos com a espuma do mar.
A manta que a envolvia flutuava na beira da praia.
Imantada,
dançava
e
gravitava no vai-e-vem da maré.
Insana
entregou-se ao tempo do nunca
nas terras dos sem ninguém.
Só a estrelas testemunhavam
o delírio daquela sereia em caldas de frutos do mar.
Marejou centelhas de algas marinhas e
adormeceu nos braços de Iemanjá.

Delírios de um verão abrasador!


©rosangelaSgoldoni
02 02 2018

RL T 6 244 578

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

FEVEREIRO





Ser fevereiro.
Agendar alegria.
Humano em cinzas
renasce na quarta.

©rosangelaSgoldoni
01 02 2018
RL T 6 242 614

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O TUDO E O NADA


A cada viagem camuflada
o momento insinuava-se perene.
No entanto,
o momento era tudo o que tinham de seu.
Único,
lúdico,
súditos das madrugadas em chamas
que os transportava ao éden imaginário.
Amor
sem retratos,
fa-ti-a-do,
de-sen-ga-ja-do
da realidade que os cercava.
Noites onde o tudo e o nada se confundiam
em carícias que se diluíam ao amanhecer.
Viagem sem horizontes palpáveis,
Sentimentos vagos,
indefinidos.
Apenas momentos inadiáveis.

©rosangelaSgoldoni
29 06 2017
RL T 6 239 790
Poema publicado na Antologia Sem Fronteiras pelo mundo vol. 3 /2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O AMOR NUMA ETERNA VIAGEM




Este poema foi publicado na Antologia Sem Fronteiras volume 3, 2018,
contemplada com menção honrosa.
Será lido numa tertúlia da Associação Portuguesa de Poetas no mês de março, em Lisboa.

O amor numa eterna viagem
Acordos, compromissos à revelia, enlaces de vidas: alianças agendadas traçavam destinos de príncipes e princesas, reis e rainhas. O amor confinado às alcovas sombrias! Traições em família, desafetos reais ou conjugais sem culpas residuais. Sensível fatalidade no correr dos trezentos, um amor imprevisto. Pedro príncipe, Inês e Constança, princesa e aia em comitiva. Famílias. Na boca do povo, filhos de lá, filhos de cá, Inês no convento. Alimentava-se das cartas de Pedro transportadas em barquinhos de lágrimas. Santa Clara testemunhava este amor. Morre Constança, desgosto, diziam. Pedro viúvo, amor consentido. Sorriam. Ah, o tempo! Encarregou-se do crescimento dos filhos. Os de lá e de cá (estes, bastardos). Sucessão em causa, faca, Inês é morta! Morte em vida que vivia em Pedro. Exagero? Cadáver rainha aos súditos proclamada. Túmulos que se atraem em transes de eternidade. Alcobaça por testemunha. Pedro e Inês, amor que ultrapassou as desilusões!






sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

COPACABANA



Mar em lágrimas.
Calçada afrontada.
Sal (des)tempero.

©rosangelaSgoldoni
19 01 2018

RL T 6 230 906


Haicai num misto de natureza e tristeza.
Um automóvel desgovernado atingiu pessoas no calçadão na noite de 18 01 2018.
Um óbito e feridos graves.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A ÚLTIMA VIAGEM






Levou consigo os sobressaltos,
latidos,
freadas,
insônias,
expectativas.
As estradas esvaziaram-se do mistério que o envolvia
libertando-o dos tormentos e fragilidades.
Vivia a realidade nua e crua
no além da fatalidade.
Ela sobreviveu sem condolências!

©rosangelaSgoldoni
15 01 2018
RL T 6 227 259

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ROSAS E MARGARIDAS



Bem-me-quer?
Malmequer?
Cansada de desfolhar margaridas
presenteio-me com rosas todos os dias!

©rosangelaSgoldoni
09 01 2018

RL T 6 222 774

domingo, 7 de janeiro de 2018

(A)DEUS




Naquela manhã
o céu encobriu-se de tristezas.
Aquele amor que só pode ser
ousadia,
fantasia,
uma tela surrealista,
partiu ao encontro do Julgador.
Quem tantos corações machucou
sentiu o extravasamento da alma em desespero:
ultrapassou sua última fronteira.
Ficaram seus versos e este poema de adeus.

©rosangelaSgoldoni
07 01 2018
RL T 6 219 946

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ESPERANÇA




Quando nasce uma flor de cacto, 
a vida se renova em esperanças.

©rosangelaSgoldoni
01 01 2018
RL T 6 216 723

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

CERTIFICADO



MÃOS À OBRA



A cada ano,
novas sementes!
O jardim se expande em cores,
energias,
promessas sempre-vivas!
Esperanças sobrevoam atentas
ao tempo de colheitas.
A cada gota de orvalho,
borboleta ou abelha bem-vindas;
trabalho, saúde, abraços,
a gratidão renovada no amanhecer.
Mãos à obra Divina!

©rosangelaSgoldoni
02 01 2018

RL T 6 216 100