Rascunho versos. Neles, sentimentos.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

BORBOLETAS E INQUIETAÇÕES



Borboleta amarela,
tão leve,
tão breve,
leva um pouco de poesia aos brutos de coração,
Insensíveis de todas as ordens.
Abre o sol das suas asas antes que a noite
se eternize em escuridão.
Há os que também se alimentam do brilho das estrelas!

©rosangelaSgoldoni
25 05 2017

RL T 6 009 515

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CHUVA, FRIO E CAFÉ


CHUVA, FRIO E CAFÉ

Chuva a cair lá fora,
frio a machucar por dentro.
Cinza que o céu decora,
das flores eu me alimento.

Um café me reconforta!

©rosangelaSgoldoni
19 05 2017
RL T 6 003 943

quarta-feira, 17 de maio de 2017

À DERIVA



Atendendo aos teus apelos
fiz coisas que até Deus duvida;
desfeitos os nós do novelo
observo-te ao longe, à deriva.

©rosangelaSgoldoni
15 08 2012
RL T 3 854 204

terça-feira, 16 de maio de 2017

REFLEXOS DUMA VIAGEM (Publicado no Jornal sem Fronteiras/versão impressa jan/abril 2017)


REFLEXOS DUMA VIAGEM

Expectativas que desembarcavam
nos primeiros raios de sol refletidos
sobre as águas do rio Tejo.
Novos amigos enlaçados por um objetivo:
descobrimentos em Portugal numa travessia
sem fronteiras culturais.
Prosa e poesia em pauta, quadros embalados,
sentidos buscando um novo horizonte.
Lisboa e o fado nos envolveram.
Vivemos
ALALS, A C L A L, A C I M A,
MARIA FONTINHA, PHARMACIA, APP,
Lusofonias...
No Independência descobriram-se as telas:
cores e autores em destaque.
Palácio Pestana, aniversário e Antologia.
Percorremos mosteiros, vinhedos,
Coimbra.
Pessoa e Camões, Braganças, Conímbriga.
Em meio ao caminho, Inês e Pedro,
cantos e contos de amor.
(A)Porto(amos) Lello e Viana do Castelo.
Finda a jornada, iluminados,
brindamos o pôr do sol sobre o rio Dão.

Rosângela de Souza Goldoni
26 04 2017
Em agradecimento à Rede Mídia Sem Fronteiras.
Dyandreia Portugal e equipe.
Link do Jornal na página inicial do blog


domingo, 14 de maio de 2017

LÍNGUAS QUE NÃO SE RETRAEM





Nossos beijos escandalosos,
escondidos,
saborosos,
sempre lembram um ponto final.

Mas demonstram serem vírgulas,
pausas para respiração.

E do nada estamos juntos
cedendo à tentação.

Bocas que se atraem,
línguas que não se retraem,
Danem-se os nossos senões.

©rosangelaSgoldoni
29 01 2011
RL T 2 758 716 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ESCRAVIDÃO EM LIBERDADE


Tela: Carlos Julião (sec. XVIII) 
Wiki



Chicote,
açoite,
pernoite no sal da angústia
a queimar.
Ferro em brasa,
marca e remarca,
peloiro,
propriedade particular.
Mercado,
senzala,
banzo,
correntes.
Sinhazinha,
sinhô e sinhá,
feitor,
homem de cor.
Quilombo,
a festa
negra
Liberdade?
- Favela.

Até quando?

©rosangelaSgoldoni
12 05 2017
RL T 5 997 556

quinta-feira, 11 de maio de 2017

ÚTERO (CON)SAGRADO


Mãe,
parida ou adotada,
ninho entrelaçado,
galhos em flor.
Pétalas que se contraem
ao encontro da vida.
Proteção que se perpetua além do voo.
Útero,
parido ou não,
(con)sagrado refúgio,
aconchego e
amor.

©rosangelaSgoldoni
11 05 2017
RL T 5 996 658

segunda-feira, 8 de maio de 2017

POEMA DAS COINCIDÊNCIAS


São sete as cicatrizes,
cabalístico ... você falou!

Então descobri ao acaso:
sete letras tem seu nome,
“Sinais”, fiz sete poemas,
no dia sete brindamos,
acreditei num final feliz.

Curiosa assim fiquei
somando, sempre somando,
coisas bobas, mas sutis.

Somadas nossas idades,
incrível, se igualam a seis.
Os prenomes adicionados,
iguais a vinte e três.

Brincando, sempre brincando,
você está a fugir,
pois há tanto desencontro
estou com dó de mim.

Coincidências, só coincidências,
é melhor que seja assim!

©rosangelaSgoldoni
01 11 2004
RL T 2 582 859

BALCÃO DE TROCAS





Troco o engarrafamento da cidade,
o buzinar incessante das ruas,
o reflexo do giroflex na janela,
a corrida dos pedestr ao atravessar a rua
X
engarrafamento de pássaros à procura de amoras,
o singelo martelar da araponga,
o pisca-pisca em alerta dos vagalumes,
a suavidade do caminhar com a pele  nua de monóxido de carbono.
“Amanhã eu vou”,
bacurau gritou.
Eu,
atrás do balcão,
a trocar-me o ano inteiro.

©rosangelaSgoldoni
06 05 2017
RL T 5 992 704

quinta-feira, 4 de maio de 2017

OS OITENTA ANOS DA MINHA MÃE


Hoje seriam 87

Seria hoje,
mas não deu tempo!
Oitenta anos,
mas não completos.
Quatro de maio:
um olhar de soslaio,
e você não está:
Não vou chorar!
O coração me pede
(não posso negar)
mesmo ausente,
você é presente
vou festejar!

©rosangelaSgoldoni
04 05 2010
RL T 2 507 609

quarta-feira, 3 de maio de 2017

TRISTEZAS DE UM POVO





Há um gosto amargo,
desidratado de ilusões,
alimentado  por aves de rapina
que sobrevoam este povo sacrificado.
Abutres que farejam dinheiro
sem piedade,
insaciáveis!
Ó Deus,
Senhor de todas as vidas,
todas as terras e todos os céus,
livrai-nos desta nuvem escura e pesada
que nos embaça a visão.
Permiti-nos visualizar um gesto de compaixão
e arrependimento,
mesmo que distante da realidade:
que se nutram de verdades
confissão ou delação.
Rogamos pela paz e recursos essenciais
previstos na Constituição Brasileira.

©rosangelaSgoldoni
03 05 2017
RL T 5 988 971

segunda-feira, 1 de maio de 2017

QUANDO TODOS SE CONHECEM


Era um sábado com presença confirmada num bingo beneficente promovido pela Associação de Moradores local. Hábito que se mantém nas cidades do interior.
Há três espaços comunitários nos arredores.
Arrumada, saio de casa e entro no primeiro, ali mesmo, na minha rua.
Muita gente da região. Sou cumprimentada e cumprimento todos.
Oferecem-me cerveja.
Agradeço.
Conversa daqui, conversa dali, um cachorro quente pra ser agradável e percebo que  alguma coisa que não combina com o ambiente de um bingo.
Deparo-me com um bolo...

Procuro a esfera metálica de bolinhas, tabuleiros e acessórios. Não os visualizo.
Pelo jeito, vai demorar.
Aguardava por uns 40 minutos quando desisti de esperar e decidi voltar para casa.
No pequeno trajeto ouço uma voz amplificada por um microfone.
Dou meia volta ao seu encontro.
O bingo havia começado no espaço comunitário da estrada (o terceiro).

Não entendi nada até me dar conta de que acabara de sair de uma festa de aniversário infantil para a qual não havia sido convidada.
Sorrir de mim foi a primeira reação.
A segunda desculpar-me com o anfitrião.
Bem, perdi a primeira rodada do bingo mas ganhei uma furadeira elétrica na terceira...

  
©rosangelaSgoldoni
01 05 2017 RL T 5 987 024

quinta-feira, 27 de abril de 2017

UMA TELA EM BRANCO


A tela do word em branco intimida-me.
Nenhum sentimento aflora nesta madrugada silenciosa.
Nenhum coaxar do sapo martelo lá fora.
Nenhuma brisa a soprar.
A vida em sono profundo, quase desfalecida.
Só a rosa sustenta sua frágil beleza na escuridão.
Retorno ao livro que me aguarda.
Viagens,
personagens...
Páginas que algum sentido farão.

©rosangelaSgoldoni
27 04 2017

RL T 5 983 310

terça-feira, 25 de abril de 2017

PACIÊNCIA


PACIÊNCIA

É preciso sentar e pacientar quando o planejado foge ao controle.
Nem tudo se resolve com hora marcada.

©rosangelaSgoldoni
25 04 2017
TL T 5 981 109

sexta-feira, 21 de abril de 2017

PASSO A PASSO




Ensaiou um sorriso a troco de nada,
Acreditou em retribuição
(não percebeu a tranquilidade estampada em sua face).
Certamente não lembrava
as tantas vezes que fizera aquele rosto marejar.
Ela,
passo
a
passo,
passou...
Ele,
passado,
desconcertou!

©rosangelaSgoldoni
21 04 2017

RL T 5 977 687

SALÃO DO LIVRO EM GENEBRA: lançamento SEM FRONTEIRAS II



Participandocom dois poemas sendo uma menção honrosa.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ENTRELINHAS



Verdadeiramente não lembro!
Minha mãe comentava
que a criança dentro de mim conversava comigo.
Seria um amigo imaginário
ou,
quem  sabe,
uma personalidade introspectiva em formação?
Sei não...
Cresci...
Imaginação e Introspecção
transformaram-se em poesia,
palcos, 
multimídia,
mundo em projeção.
Letras que não dormem até que registrem
alguma impressão.
Sei sim.
Hoje,
a mulher que convive em mim
conversa comigo nas entrelinhas.

©rosangelaSgoldoni
12 04 2017
RL T 5 975 678

quinta-feira, 13 de abril de 2017

DEVANEIOS DE OUTONO




Chuva miúda e noturna...
Exalam aromas da terra agradecida e saciada.
A poeira assentada
dorme tranquila.
A rosa queimada,
aliviada,
suspira!
A grama embriaga-se até a última gota.
Natureza em devaneios de outono
pranteada de orvalho.

©rosangelaSgoldoni
22 10 2016

RL T 5 970 084

quinta-feira, 6 de abril de 2017

TONS E DELICADEZAS



Seus sonhos eram sonhados em tons de delicadeza.
O tempo encarregou-se de mostrar-lhe que não era bem assim.
Aturdida,
refez-se em
motivos,
sorrisos,
perfis.
Aprendeu que amor pela metade era meia fração.
(não pensava numa ideal absoluta, apenas construtiva).
Desprezou o calendário que lhe sulcava a face e
colheu flores no entardecer dos sonhos.
Eis que o tempo reconsiderou suas imposições
derrotado que foi nas suas malfadadas impressões.
Floresceu delicadezas num campo de miosótis.

©rosangelaSgoldoni
04 04 2016
RL T 5 963 695

segunda-feira, 3 de abril de 2017

CINQUENTA E TAL



Estou chegando lá...
Percebo as mudanças.

Até hoje a idade não me pesou
mas venho me perguntando ultimamente:
o que sentirei quando fizer sessenta?

Bem, de terapia não tenho medo,
não é segredo!
Se vou mudar?
Não creio: nenhum receio!

Hoje levei um tombo,
ralei o joelho, claro,
sinal de alerta!
E entendi que é preciso cautela.

Mas não abro mão do salto,
do creme que engana
nem mesmo da dança.

Sinalizo-me:
fique mais esperta,
desacelerar é preciso.

Mas a Terceira Idade
já é forte demais para mim:
soa ruim!

Pretendo lá chegar.
Me entregar?
Vou aguardar!

©rosangelaSgoldoni
02 06 2010
RL T 2 420 907
Revisado em 02 04 2017

Cheguei aos sessenta e não me entreguei!

sábado, 1 de abril de 2017

ANTOLOGIA "A ARTE DE SER MULHER" MONÇÃO PELA PARTICIPAÇÃO




1ª BIBLIOTECA SEM FRONTEIRAS DA LÍNGUA PORTUGUESA (participando da fundação)


A convite da Rede Mídia Sem Fronteiras participamos da fundação com doação de livros. 
Cerimônia no Museu Maria Fontinha (Além do Rio, Portugal)   tendo como anfitrião o Dr. Armênio Vasconcelos.




Eu com o Dr. Armênio Vasconcelos,
presidente da ACLAL
Academia de Letras e Artes Lusófonas



Equipe Sem Fronteiras 

LISBOA



Ibérica senhora,
renova-se em
História e elegância.
O Tejo,
que se debruça
sobre atlânticas águas,
antes tenebrosas
hoje estreito laço entre civilizações.
Do alto de suas colinas dispersam-se
 versos de Camões e Pessoa,
o fado e suas vibrações.
No segredo do sagrado de Sagres,
a Cruz de Malta dos Templários,
esperanças e Índias.
Além dos horizontes,
Tordesilhas.
Portugal
de Fátima,
Pastorinhas,
Porto,
Coimbra!
Lisboa,
rainha atemporal.

©rosangelaSgoldoni
15 03 2017
RL T 5 945 215

quarta-feira, 8 de março de 2017

FÉ E GRATIDÃO





Dias tumultuados...
Complicações inesperadas...
Notícias desconcertantes...
Ausências que surpreendem...
Ó, Senhor,
Que eu tenha forças para crescer
no descompasso da vida,
multiplicando a fé num (com)passo de gratidão.

©rosangelaSgoldoni
08 03 2017
RL T 5 935 238

quarta-feira, 1 de março de 2017

RIO DE JANEIRO, 452 ANOS




Março, primeiro.
Azul, calor,
tamborim, pandeiro.
A cuíca embala a
menina que passa:
Ipanema ou Maria da Graça*?
Salve o Rio de Janeiro.

©rosangelaSgoldoni
01 03 2017
RL T 5 927 749 

* Bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

COSTURANDO A FELICIDADE ... É Carnaval!



Multidões coloridas
bordam sonhos em fantasias
de vida.
Paetês e purpurinas,
cordas,
algumas linhas,
pontos de inclusão.
Foliões costuram a felicidade.
É carnaval!

©rosangelaSgoldoni
24 02 2017
RL T 5 923 062