Rascunho versos. Neles, sentimentos.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

INTIMIDADE




Você chegou,
abriu seu espaço,
como se fosse
dono do pedaço.

Você não entendeu,
sequer percebeu,
que o meu quarto
não é mais o seu.

Não tente alcançar
além do que pode.
Intimidade?
Não há mais suporte.

Se você me quer
vai ser de outra forma,
com as cartas na mesa
sem mangas com dobras.

©rosangelaSgoldoni
18 01 2011
RL T 2 736 194

sábado, 10 de agosto de 2019

DEU NOS JORNAIS...




Chuva miúda
fez estragos
nas barreiras do coração!
Desfez laços,
emaranhados,
sobressaltados,
raiz e paixão.
Desabrigados
e apaixonados,
olhos nublados,
dor, compaixão.

Miúda partiu sem culpas.
Reidratou sementes
com promessas de brotação na próxima estação.

©rosangelaSgoldoni
04 08 2019

domingo, 4 de agosto de 2019

PROSA EM POÉTICA MADURA





Filha mais velha de três irmãos, sentia-se sozinha.
Entre idades, um fosso nas brincadeiras.
Limitava-se aos amigos imaginários.
Casa de amigos ou amigos em casa (os reais) nem pensar.
Afinal, como no velho ditado, “um é pouco, dois é bom, três é demais”. Ou melhor, naquela casa, suficiente para aquela mãe totalmente do lar.
Num certo momento centrou-se nas leituras.
Era tudo que poderia ter e fazer.
Das leituras, aventuras nos livros do ginásio.
Viajou tanto que conheceu meio mundo numa virtual dimensão inimaginável à época.
Estudava longe (sim, uma das melhores escolas pública do município vizinho); tão longe de casa e da sua realidade social que só lhe restava ser a primeira aluna da classe.
E pela distância da realidade não poderia participar dos grupinhos de trabalhos de adolescência.
A mãe explicava, a professora entendia, a mocinha sozinha.
Classificou-se no vestibular em troca de uma bolsa.
Vida corrida e passada; filhos e neto, uma estrada.
 Hoje a senhora do só ser entendeu que sua melhor companhia implicitamente (con)vive plena de si, exala poesia madura e, no seu olhar, ainda resiste um quê de futuro.

©rosangelaSgoldoni
02 08 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

NÃO SOU COLOMBINA



Coisa mais chata,
você não desata
nem me faz sorrir...

Esquenta o meu corpo,
de repente tão morno
e sai por aí...

E quando retorna
me finjo de morta.
Entrar e sair!

Cansei de confetes,
não sou colombina
não estou mais a fim!

©rosangelaSgoldoni
03 02 2011
RL T 2 773 111

domingo, 28 de julho de 2019

SOMBRAS




Feito,
desfeito,
refeito
em trama e flor.
Traçado,
trançado,
tramado
em gozo de amor.
Vento
que
desfez
o laço.
Quebranto e dor.
Sem entender,
a vida disse adeus!

©rosangelaSgoldoni
27 07 2019
RL T 6 706 912

sábado, 20 de julho de 2019

MOTIVACIONAL




Reconstruiu-se nos versos que
se revelavam em anarquia
de formas.
Descrença estética do ser
poesia em métrica preestabelecida.
Oh Musas do Olimpo,
não censurem
o caótico em pacífica gestação.
Liberdade às camisas de força originais!
Este pecado não acometerá o poema
no desencontro das rimas em parto natural.

©rosangelaSgoldoni
19 07 2019
RL T 6 700 593

quarta-feira, 10 de julho de 2019

APOSENTADORIA: VIDA QUE SEGUE



Jovem ainda, em torno de vinte e três anos, assumia um cargo de subchefia em seu novo emprego concursado aos vinte.
Professorinha de primeira formação, tinha como público alvo o adolescente.
Agora bancária e universitária, de recepcionista à subchefia em reestruturação organizacional, seu público engravatado e de salto alto, exigia um tanto de perspicácia, observação e uma certa competência.
Passava por treinamentos de vida.
Seu gerente imediato alertava para homens que entravam na Agência quase na hora das portas se fecharem. Os galantes, bem-apessoados, falantes, que desfiavam elogios. Quase sempre, tinham como propósito aplicar um golpe ... um talão cheques nas mãos. Com especial atenção aos meses de dezembro, fevereiro e agosto (Grande Prêmio Brasil de Turfe). Pedra cantada em bingo premiado.
E no treinamento de vida muitas vezes o NÃO se fazia necessário.
O mais complicado de todos, sem dúvidas, o NÃO AUTORIZO, um deles seguido de uma ameaça de morte.
O NÂO com firmeza e fundamento incomodava os engravatados e os saltos altos.
Como naquele dia em que, antecipado pela funcionária que já a havia consultado a chefia, levou a resposta negativa e o engravatado respondeu:
- Foi aquela garota que se negou? Vou à gerência.
Subiu enfurecido as escadas enquanto ela o observava.
Em seguida, foi chamada para esclarecer o imbróglio frente a frente com o cliente.
- Por que não pode?
- Contraria o disposto de tal normativo.
E foi preciso o veredito daquele gerente, simples e curto (ainda bem): se ela disse que não pode, não pode! Pelos motivos por ela expostos, assino embaixo!
Ah, os preconceituosos...
Houve o tempo dos treinamentos orientados e direcionados às novas funções exercidas com passar dos nos. coroado às vésperas da aposentadoria com o NÃO à carteira de identidade falsificada reconhecida na hora e a condução da cliente algemada à Delegacia.
Ainda bem que o SIM da solidariedade, quase assistência social, da educação, até mesmo o da amizade prevaleceu, atestaram os abraços, apertos de mãos, caixinhas de bombons e lembrancinhas de coração.
Tudo passado.
Hoje a aposentadoria segue tranquila e em bom rumo!

©rosangelaSgoldoni
09 07 2019
RL T 6 692 735

quinta-feira, 4 de julho de 2019

FASCÍNIO




Naquele tempo,
por pouco tempo,
o tempo era deles.
Lapsos,
pedaços e nós
desaceleravam os ponteiros.
Tinham o tempo do mundo aos seus pés,
insanidades e
fragilidades impostas aos imprudentes de
todas as razões.
Só a paixão valia o tempo daquelas vidas.
Naquele momento,
naquele tempo de devaneios e
absoluto fascínio!

©rosangelaSgoldoni
04 07 2019
RL T 6 688 688


segunda-feira, 1 de julho de 2019

AMOR E SORRISOS



Surpreendo teu delicado sorriso
quando te acolho em meus braços;
percebo o amor refletido
na face iluminando teus traços.

©rosangelaSgoldoni
01 07 2019
RL T 6 686 157

domingo, 23 de junho de 2019

TÁCITO E EXPLÍCITO




Em caminhada sazonal,
retornaram ao inverno
ausentes de si,
de algo que não se prometeram
mas,
tacitamente,
concordaram em viver.
Negaram-se a aceitar a realidade
em nome duma
desarrazoada impotência de serem
paralelas,
cúmplices e apaixonados,
livres e compromissados,
sem questões para repreendê-los.
Faltou-lhes a compreensão da
explicitude do amor!

©rosangelaSgoldoni
23 08 2018
RL T 6 679 616

sábado, 15 de junho de 2019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

EMPATIA DE SANTO ANTONIO (Da série Brincando com Poesia)



Santo Antônio,
Santo Antoninho
não faço mais simpatias,
desisti do moço bonito
e dos moços que me atraem.
Desvirei sua imagem,
protejo-me da friagem
sem cortes na bananeira.
Encanto sem empatia
desencanta a magia
não esquenta o coração.


Cai, cai,
Balão!

©rosangelaSgoldoni
01 06 2019
RL T 6 667 644

sábado, 1 de junho de 2019

O DESPERTAR DOS GIRASSÓIS



Pele ressequida
hidrata-se de saudades
em meio à poeira garoada.
Embebe-se nas lembranças
ao reconsiderar ilusões...
Oh garoa atrevida,
recolha-te à escuridão da mata
em noite de insônia prolongada.
O farfalhar dos lençóis
testemunha a ausência daquele amor que se calou.
Parte e enxuga o excesso de ilusões,
espanta o fantasma a espreitar solidões,
acorda o tempo em desperdícios de luz.
Em breve
os girassóis festejarão o amanhecer.

©rosangelaSgoldoni
17 05 2019
RL T 6 662 519

terça-feira, 28 de maio de 2019

PALAVRAS E ARQUIVOS


Se a palavra insiste,
Poeta,
arquive!
É semente a laborar.
No tempo certo o poema germinará.

©rosangelaSgoldoni
15 05 2019
RL T 6 659 170

quinta-feira, 23 de maio de 2019

quarta-feira, 15 de maio de 2019

SENSORIAIS





Olho, não vejo.
Ouço, não falo.
Provo, não distingo.
Toco, não percebo.
Odores? Anosmático.
Os espúrios seguem desprovidos de novidades.
Sentidos!
Voo cego num mundo de obviedades.
O despertar revela-se em coloridos,
no som dos pulsares,
no sabor dos néctares,
nos filamentos de seda,
em aromas de viver.
Restart!
Rituais celebrados nos rincões da felicidade.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2018 (concepção)
15 05 2019 (conclusão)
RL T 6 648 166

sexta-feira, 10 de maio de 2019

MÃOS & ARMAS




Fui tomada de assalto pela Poesia.
Mirou na inspiração e
o verso disparou certeiro.
Sobrevivemos na rosa que insiste em brotar.

©rosangelaSgoldoni
10 05 2019
RL T 6 643 649

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VENTRE LIVRE



Voltava da fábrica de tecidos todos os dias pelo mesmo caminho.
Ele a esperava na calçada e repetia: oh mulata, ainda serás minha!
Ela sorria num ar de deboche, quem sabe provocação, e respondia:
português atrevido!
Ela de finos traços, olhos verdes, neta de um ventre livre e de um francês que se encantou com a negritude da Margarida.
Da fábrica de tecidos para os braços do português ... um, dois, três ... nasceu uma branca como a neve, cabelos castanhos claros e finos. Portuguesinha, diziam.
Coisas que só as leis das probabilidades aplicadas à genética poderiam explicar.
Não foram felizes para sempre.
O português, cansou-se do exótico e partiu.
Elas, sozinhas, sobreviveram na simplicidade da vida.
Quatorze anos se passaram e quase portuguesinha precisou trabalhar.
Documentos a recolher, descobriu que não tinha sido registrada.
Ah, o português? Casara-se com uma branca e tinha muitos filhos.
Restou à mulata de olhos verdes registrar sua filha sem pai.
No cartório, preto no branco, a certidão de nascimento da “branca como a neve”, quase portuguesinha empardeceu.
Coloriu sua vida independente dos que tentaram empalidecê-la.

©rosangelaSgoldoni
02 05 2019
RL T 6 637 796

sexta-feira, 19 de abril de 2019

ARARA LIVRE NO CAIS



Chegou sem avisar,
mansidão de bicho solto na beira do cais.
A energia flutuava em conjunção de asas:
liberdade para voar.
Passeou pelos ombros,
bicou seu chapéu
abençoou nossa viagem
quando sobre seus braços caminhou.
Momento cumprido,
partimos.
Se nos reencontraremos,
certamente,
noutras poesias.
A arara seguirá seu destino
de abençoar os viajantes naquele embarcadouro.

©rosangelaSgoldoni
19 04 2019
RL T 6 627 514

terça-feira, 16 de abril de 2019

APRENDIZ DE VIDENTE





Estava naquele show a convite de uma amiga cuja filha havia se casado com um cigano de família tradicional. Dançar era mais do que divertimento.
O espaço no clube fora compartilhado com videntes e cartomantes.
Seria a sua primeira incursão pelas cartas e profecias; danças e magias que sempre a seduziram.
Encantada com as mesas arrumadas, saias rodadas e coloridas; música vibrante, bolas de cristal e baralhos enigmáticos, entre as mesas quando se decidiu-se por uma consulta.
O que o destino lhe revelaria nas cartas que desfilavam naquelas mãos ávidas de cortes e interpretações?
Escolheu e sentou-se. Meia-hora de revelações por R$ 50,00 e acréscimos, caso necessário.
A fala da “vidente” ouvia-se num “portunhol” sem escrúpulos. Trabalhava com uma bola supostamente de cristal e um baralho.
Observava enquanto era questionada:  respondia com monossílabos às perguntas que tentavam induzi-la a respostas reveladoras.
- Há um Roberto na sua vida.
- Sim, conheço um Roberto e ...
E surgiram outros nomes sem sentido ou significado. Até que a cartomante perguntou em bom português:
- Você não acreditou em nada do que eu falei, certo?
- É verdade, nada me foi convincente.
Façamos um trato:  você é uma pessoa muito atenta e observadora. Se quiser trabalhar comigo, deixo o meu cartão. Procure-me.
Levantou sorrindo e voltou-se para o palco onde um grupo de legítimos ciganos dançava e cantava.
Anos depois descobriu uma cigana dentro de si que se revelava nas metáforas da sua poesia cotidiana.

©rosangelaSgoldoni
16 04 2019
RL T 6 625 196



terça-feira, 9 de abril de 2019

UM PONTO DE PARTIDA





UM PONTO DE PARTIDA

Navegava por mares distantes
quando percebeu aquela estrela cintilando sobre o oceano.
Surpreendeu-se com o flutuar sensível das suas retinas.
Envolvida em raios de solidão,
desfez o nó da saia envelope e
montou a primeira onda que passava distraída.
A galope,
sorria a cada gotícula salgada borrifada em sua face.
Assim,
revigorada,
viajou ao universo do imponderável.
Em reinos de Poseidon,
nos seus braços se aninhou como se princesa fora.
Suspirou!
Acordou em marinhas desorientações,
sensíveis revoluções auditivas...
Aprumada,
encantou-se com sua viagem sem
portos ou rotinas.
Bastava-lhe um ponto de partida!

Rogoldoni
03 03 2018
RL T 6 619 519
Publicado na Antologia Sem Fronteiras pelo Mundo vol. 4 2019, lançada na Universidade de Cartagena, Colômbia.

sexta-feira, 15 de março de 2019

A RODA DA FORTUNA



Perseguem-se os porquês tentando-se entender
a contextualização da realidade mundial.
Uma repetição quase história aos olhos
dos espectadores desencantados.
Fome, violência,
ausência de princípios,
desperdícios, negações
voltados para o ódio enraizado.
Ao girar a roda da fortuna
quebra-se a corrente da energia dominante.
O amor refaz-se em pequenas gentilezas,
sutilezas e
alguns gestos de coerência.
A esperança adormecida acorda nos braços da fé
ecoando entre montanhas que celebram a paz nas alturas.

©rosangelaSgoldoni
15 03 2019
RL T 6 599 060

terça-feira, 12 de março de 2019

domingo, 3 de março de 2019

FEMININA




Sorriu à primeira rosa.
Refeita, acreditou em arrependimento.
Sorriu à segunda
mesmo envolvida por um estranho sentimento.
Quanto ao buquê, não deu atenção.
Desnecessário para disfarçar o roxo agressão.
Banhou-se em lágrimas,
perfumou-se alfazema
e assumiu seu verdadeiro papel.
Mulher que é valentia,
delicadeza em vida e maternidade.
Amor em tempo integral.

©rosangelaSgoldoni
03 03 2019
RL T 6 58 8990

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

domingo, 24 de fevereiro de 2019

DANÇA DE OLHARES




Olhares ao acaso
encontraram teus olhos nos meus.
Os meus tão distraídos,
perderam-se nos olhos teus.
E nesta dança de olhares,
rondando-nos por tantos lugares,
furtivos encontros fugazes
respaldaram um amor ousadia.
Floriu!
Ficou num desabrochar
depois que você partiu.

©rosangelaSgoldoni
17 02 2019
RL T 6 583 231

sábado, 16 de fevereiro de 2019

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

ORAÇÃO AO ESPANTO




Sr. Jesus,
que a minha fé não se perca entre os ditos e não ditos,
mandos e desmandos,
achados e perdidos.
Que a minha crença não se abale frente às inverdades
consagradas à realidade dominante.
Que eu continue a acreditar na força do bem sobre o mal.
Que se dissolvam as ondas de lama, ódio, pavor e calor a entupir nossos poros,
turvar nossos olhos
e habituar nossos corações aos lamentos.
Que os rios sejam descontaminados de lágrimas recorrentes e
recuperem sua plenitude.
Senhor,
que o meu espanto não se transforme em descrença,
que resistam os laços de sobrevivência e luz
nos momentos de angústia ou escuridão.

Assim seja,
Hoje e sempre!

©rosangelaSgoldoni
11 02 2019
RL T 6 573 070

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O VÔMITO DA BARRAGEM




Havia
um misto de
fome
e
pressa
no correr da lama
 que vomitava rejeitos.
Devorou a mata,
os homens,
suas refeições,
escritórios e
máquinas.
Devastou construções.
Engoliu a pousada,
os animais no caminho,
devastou plantações.
Avermelhou-se o Feijão
na sua inocência de córrego
de águas claras e transparentes.
Só a Vale não percebeu o tamanho da tristeza
e as fatais desolações
em que se afogou Brumadinho das Gerais.

©rosangelaSgoldoni
04 02 2019
RL T 6 569 645

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

REJEITADOS (Ao Povo de Brumadinho, MG)



Era um córrego feliz!
Alegrava sua cidade e,
ao encontro
do Paraopeba,
serpenteava entre
matas e pousadas.
Um dia mudaram sua cor.
A transparência virou rejeito
a céu aberto,
matando gente, bicho e flor.
O córrego do Feijão foi destemperado.
Nem sirene tocou!
Irmão de infortúnio do Doce,
Brumadinho também chora seus mortos.

O Presidente da Vale do Rio que era Doce pediu desculpas.

©rosangelaSgoldoni
25 01 2019
RL T 6 559 413

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

FESTEJANDO A VIDA


De repente,
algumas lembranças a
me tontear:
alegrias e correrias de viver
diante do novo ser que à luz se apresentava.
Voltei aos partos em trabalhos e relógios de prontidão.
Hospitais, obstetras,
folhas de ponto codificadas com amor.
Um,
dois,
três foram as vezes,
ausências e paciências,
maternidades em gestação.
Hoje,
tonteada em frente da filha mais velha,
antes menina,
hoje ninho onde o Júlio se aconchegou,
renasci avó em primeira viagem.
Desenho nestes versos minha
 teoria da evolução amorosa a
festejar a vida!

©rosangelaSgoldoni
13 01 2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019