Rascunho versos. Neles, sentimentos.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O TUDO E O NADA


A cada viagem camuflada
o momento insinuava-se perene.
No entanto,
o momento era tudo o que tinham de seu.
Único,
lúdico,
súditos das madrugadas em chamas
que os transportava ao éden imaginário.
Amor
sem retratos,
fa-ti-a-do,
de-sen-ga-ja-do
da realidade que os cercava.
Noites onde o tudo e o nada se confundiam
em carícias que se diluíam ao amanhecer.
Viagem sem horizontes palpáveis,
Sentimentos vagos,
indefinidos.
Apenas momentos inadiáveis.

©rosangelaSgoldoni
29 06 2017
RL T 6 239 790
Poema publicado na Antologia Sem Fronteiras pelo mundo vol. 3 /2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O AMOR NUMA ETERNA VIAGEM




Este poema foi publicado na Antologia Sem Fronteiras volume 3, 2018,
contemplada com menção honrosa.
Será lido numa tertúlia da Associação Portuguesa de Poetas no mês de março, em Lisboa.

O amor numa eterna viagem
Acordos, compromissos à revelia, enlaces de vidas: alianças agendadas traçavam destinos de príncipes e princesas, reis e rainhas. O amor confinado às alcovas sombrias! Traições em família, desafetos reais ou conjugais sem culpas residuais. Sensível fatalidade no correr dos trezentos, um amor imprevisto. Pedro príncipe, Inês e Constança, princesa e aia em comitiva. Famílias. Na boca do povo, filhos de lá, filhos de cá, Inês no convento. Alimentava-se das cartas de Pedro transportadas em barquinhos de lágrimas. Santa Clara testemunhava este amor. Morre Constança, desgosto, diziam. Pedro viúvo, amor consentido. Sorriam. Ah, o tempo! Encarregou-se do crescimento dos filhos. Os de lá e de cá (estes, bastardos). Sucessão em causa, faca, Inês é morta! Morte em vida que vivia em Pedro. Exagero? Cadáver rainha aos súditos proclamada. Túmulos que se atraem em transes de eternidade. Alcobaça por testemunha. Pedro e Inês, amor que ultrapassou as desilusões!






sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

COPACABANA



Mar em lágrimas.
Calçada afrontada.
Sal (des)tempero.

©rosangelaSgoldoni
19 01 2018

RL T 6 230 906


Haicai num misto de natureza e tristeza.
Um automóvel desgovernado atingiu pessoas no calçadão na noite de 18 01 2018.
Um óbito e feridos graves.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A ÚLTIMA VIAGEM






Levou consigo os sobressaltos,
latidos,
freadas,
insônias,
expectativas.
As estradas esvaziaram-se do mistério que o envolvia
libertando-o dos tormentos e fragilidades.
Vivia a realidade nua e crua
no além da fatalidade.
Ela sobreviveu sem condolências!

©rosangelaSgoldoni
15 01 2018
RL T 6 227 259

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ROSAS E MARGARIDAS



Bem-me-quer?
Malmequer?
Cansada de desfolhar margaridas
presenteio-me com rosas todos os dias!

©rosangelaSgoldoni
09 01 2018

RL T 6 222 774

domingo, 7 de janeiro de 2018

(A)DEUS




Naquela manhã
o céu encobriu-se de tristezas.
Aquele amor que só pode ser
ousadia,
fantasia,
uma tela surrealista,
partiu ao encontro do Julgador.
Quem tantos corações machucou
sentiu o extravasamento da alma em desespero:
ultrapassou sua última fronteira.
Ficaram seus versos e este poema de adeus.

©rosangelaSgoldoni
07 01 2018
RL T 6 219 946

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ESPERANÇA




Quando nasce uma flor de cacto, 
a vida se renova em esperanças.

©rosangelaSgoldoni
01 01 2018
RL T 6 216 723

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

CERTIFICADO



MÃOS À OBRA



A cada ano,
novas sementes!
O jardim se expande em cores,
energias,
promessas sempre-vivas!
Esperanças sobrevoam atentas
ao tempo de colheitas.
A cada gota de orvalho,
borboleta ou abelha bem-vindas;
trabalho, saúde, abraços,
a gratidão renovada no amanhecer.
Mãos à obra Divina!

©rosangelaSgoldoni
02 01 2018

RL T 6 216 100