terça-feira, 30 de dezembro de 2014
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
CORRENDO CONTRA O TEMPO
Eu vou...
O tempo passa...
A vida
e
s
c
o
r
r
e...
Nós corremos contra o tempo
enquanto não arrebatados por um ponto final.
©rosangelaSgoldoni
29 12 2014
RL T 5 084 421
domingo, 28 de dezembro de 2014
POETICAMENTE APAIXONADOS
POETICAMENTE APAIXONADOS
Poeticamente,
entreolhamo-nos.
O passado descortinado exibiu-se
como se programasse uma reestreia.
O tempo e os atores passaram...
Os papéis esgarçados
já não permitem ensaios.
Conservemo-nos assim:
poeticamente apaixonados.
©rosangelaSgoldoni
28 12 2014
RL T 5 083 120
Publicado na Antologia Poetas Fazendo Artes "nas Gerais", 2016, organização Sonia Imamura, Editora Delicatta
Publicado na Antologia Poetas Fazendo Artes "nas Gerais", 2016, organização Sonia Imamura, Editora Delicatta
sábado, 27 de dezembro de 2014
CORTESIAS DA NATUREZA
Brisa fresca ao entardecer...
Adianta-se noite,
madrugada,
faz-se orvalho
jardins e matas
até que o sol,
espreguiçando-se,
deslize sua luz
sobre o amanhecer.
Cortesias da Natureza!
©rosangelaSgoldoni
27
12 2014
RL
T 5 082 223
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
VOU SUMIR DA SUA RUA
Não posso mais ouvir
seus lamentos e dúvidas,
por favor não me procure
chega de tantas lamúrias!
Esqueça que eu existo,
de que um dia fui sua.
Não adianta, eu desisto,
só aumenta a minha angústia.
Já conversamos tanto,
ficou tudo acertado.
Você fica num canto
e eu do outro lado.
Vou sumir da sua rua
pois que não respeita contrato.
Suma também da minha:
está decretado o distrato.
seus lamentos e dúvidas,
por favor não me procure
chega de tantas lamúrias!
Esqueça que eu existo,
de que um dia fui sua.
Não adianta, eu desisto,
só aumenta a minha angústia.
Já conversamos tanto,
ficou tudo acertado.
Você fica num canto
e eu do outro lado.
Vou sumir da sua rua
pois que não respeita contrato.
Suma também da minha:
está decretado o distrato.
©rosangelaSgoldoni
24 01 2011
RL T 2 749 010
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
POR E PARA MIM
Um novo ano se aproxima,
e traduz-se
em contagem regressiva:
faltam algumas horas para 2019.
A minha é progressiva...
65,66.
Pois que seja e surpreenda-me
com novas possibilidades,
descobertas,
delicadezas,
gentilezas...
Ao caos,
mais que sobrevivência:
encanto de vier.
Assim,
deixa a progressiva rolar!
©rosangelaSgoldoni
25 12 2014
em contagem regressiva:
faltam algumas horas para 2019.
A minha é progressiva...
65,66.
Pois que seja e surpreenda-me
com novas possibilidades,
descobertas,
delicadezas,
gentilezas...
Ao caos,
mais que sobrevivência:
encanto de vier.
Assim,
deixa a progressiva rolar!
©rosangelaSgoldoni
25 12 2014
RL T 5 083 956
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
BALANÇO DO DIA
O dia saiu a contento:
problemas resolvidos,
os filhos em casa dormindo,
somente eu acordada:
agora escrevendo na sala.
Balanço fechado,
conferido
e auditado.
Coisa rara!
©rosangelaSgoldoni
16 02 2011
O tempo passa!
Os filhos não estão mais em casa.
Tudo a contento!
Eu continuo escrevendo!
apensado em 22 12 2014
RL T 2 795 016
SAUDADES DO SEU BEIJO
Saudades do seu beijo
longo, molhado, atrevido.
Tão rápido hoje trocamos
num momento fugidio...
Tentamos manter a chama
que alimentou o nosso amor.
Labaredas por sobre a cama
hoje o tempo as reavivou.
Agora é extintor
amenizando o fogaréu.
Brevemente, sem pudor,
retomamos o caminho do céu.
©rosangelaSgoldoni
06 03 2011
longo, molhado, atrevido.
Tão rápido hoje trocamos
num momento fugidio...
Tentamos manter a chama
que alimentou o nosso amor.
Labaredas por sobre a cama
hoje o tempo as reavivou.
Agora é extintor
amenizando o fogaréu.
Brevemente, sem pudor,
retomamos o caminho do céu.
©rosangelaSgoldoni
06 03 2011
RL T 2 840 301
revisada em 22 12 2014
revisada em 22 12 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
VERÃO EM BRASAS
Então
É
Verão!
Praia,
sorvete,
salada é banquete.
Areia e sol
escaldantes.
Protejo-me solar.
Beber
água de coco,
na rede
um sopro
de brisa
a vagar.
Eu,
É
Verão!
Praia,
sorvete,
salada é banquete.
Areia e sol
escaldantes.
Protejo-me solar.
Beber
água de coco,
na rede
um sopro
de brisa
a vagar.
Eu,
outonada,
verão em brasas!
©rosangelaSgoldoni
20 12 2014
verão em brasas!
©rosangelaSgoldoni
20 12 2014
RL T 5 076 306
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
SABE?
Sabe?
Aquelas coisas que
até Deus duvida?
Sou mestre nesta lida!
Eta vida surrealista!
©rosangelaSgoldoni
14 03 2011
RL T 2 848 318
Publicado na Antologia "Café com Verso" vol II, 2013 Editora Futurama
14 03 2011
RL T 2 848 318
Publicado na Antologia "Café com Verso" vol II, 2013 Editora Futurama
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
FLORES E PEDRAS
Quantas vezes ofereci flores
e retornaram-me pedras.
Calei-me!
Com elas,
as pedras,
pavimentei meus caminhos.
©rosangelaSgoldoni
01 04 2011
RL T 2 882 799
01 04 2011
RL T 2 882 799
domingo, 14 de dezembro de 2014
LAÇOS FESTEJADOS
Partidas,
contingências de vida,
bifurcações
inevitáveis.
Laços bumerangues
festejados!
Aos górdios,
compreensão!
©rosangelaSgoldoni
14 12 2014
RL T 5 069 837
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
AVE SAUDADE!
Dezembro aos filhos,
amigos
e quem mais somou!
Tempo de confraternizações,
recordações,
olhos marejados!
Dezembro,
simbolismo à parte,
ave saudade de todas as idades!
©rosangelaSgoldoni
13 12 2014
RLT 5 067 872
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
SORRISO INTERIOR (DE UM VERSO QUE PEDIU COLO)
EVENTO NA BIBLIOTECA CORA CORALINDA EM NITERÓI
Niterói,
desde o ventre,
sol nascente.
Naturalmente claridade,
índia e liberdade,
poema sedutor.
Niterói,
águas descobertas num sorriso interior.
©rosangelaSgoldoni
11 12 2014
3º lugar no II Cocurso de Poesia Niterói (441 anos).
promovido pelo evento "Um Brinde à Poesia",
organização de Lucilia Dowslley).
RL T 5 066 601
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
ALONGANDO IDEIAS
Não se sufoque com palavras!
Não se engasgue com emoções!
Se não puder expressá-las, que tal escrevê-las?
Há sempre um instrumento de escrita disposto a apaziguá-las.
Alongue as ideias, estale os dedos e relaxe o coração.
©rosangelaSgoldoni
28 05 2014
RL T 5 064 445
LEMBRANÇAS DESIDRATADAS
Sol a pino.
Rimam
filtro na face,
chapéu,
laçarote,
suores,
decotes.
Desidratam-se as
lembranças
de um verão não
vivido!
Água de coco,
seu moço,
pra lavar meus caminhos!
©rosangelaSgoldoni
09 12 2014
RL T 5 063 858Publicado na Antologia Raios de Sol, organização Lucilia Dowsley, Editora Dowsley, Niterói RJ 2016
domingo, 7 de dezembro de 2014
UMA TARDE, UM DOMINGO
Naquela tarde de domingo a fome bateu à porta.
Preguiças de vida, saí em busca dum restaurante pelo bairro.
No primeiro, considerável fila de espera.
Minha fome tinha pressa. Eu também: um compromisso às cinco da tarde.
No segundo, com tranquilidade e comida de qualidade, me sentei.
Retomo o caminho de volta a casa. Ruas vazias, poucos carros circulando.
Num trecho praticamente deserto fui abordada por um homem alto, magro, faces meio encovadas. O previsível “pode me arranjar um dinheiro” aconteceu.
Respondi um tanto assustada: não tenho!
Postou-se ao lado, caminhando e insistindo. Foi quando me mostrou um recorte de embalagem de remédio dizendo que dele necessitava (tinha problemas de nervos, no seu linguajar).
Em estado de alerta máximo, ziguezagueava de um lado para outro na calçada tentando me desvencilhar da companhia mais do que suspeita. Mas não desgrudava.
Pensei rápido: vou arriscar e ver até onde vai dar!
- Compro o seu remédio. Sigamos em frente: há várias farmácias.
- Não, vamos voltar. Para trás tem uma que vende mais barato.
- Não volto!
Escolhi uma e, do nada, atravessei a rua. Entrei noutra (coisas de Deus).
Ele ficou na porta, eu direto ao balcão. Pedi informação: só com receita, minha senhora, respondeu o vendedor.
De imediato expliquei: vê aquele homem parado na entrada? Vem me acompanhando, querendo dinheiro insistentemente, apresentou-me este fragmento de embalagem como necessidade. Vou devolvê-lo e volto. Aguardo um tempo até que ele se vá.
Abrigada, dois funcionários colocaram-se à porta observando o indivíduo que empacara frente ao supermercado próximo à espera da minha saída.
Passaram-se uns dez minutos até que me dei conta de que a farmácia escolhida ficava numa esquina. Saí pela porta lateral, fora do alcance de sua visão e cortei caminho.
Cheguei sã e salva!
Mais tarde, cumpri meu compromisso: assustada, não intimidada.
Tardes de domingo... onde estão as calçadas tranquilas?
Por onde passeiam as famílias?
Estariam meus almoços em tardes de domingo, quando sozinha,
condenados ao delivery?
©rosangelaSgoldoni
07 12 2014
RL T 5 062 260
MAIS UM SHOW DO ROBERTO
Mais um show do Roberto,
amores na mente desfilam.
amores na mente desfilam.
Meu coração manifesto,
alguns ainda me incitam.
Emoções e detalhes ressurgem,
há mais que recordações.
Silêncios, saudades se calam,
pendências e indagações.
A alguém quero lembrar
mas não devo me revelar.
Mulher além dos quarenta
tempero a dois com pimenta,
um escândalo a reverberar.
Sobrevivo ao subir a montanha
de mãos dadas com Nossa Senhora!
©rosangelaSgoldoni
26 12 2010
RL T 2 691 617
Revisado em 23 12 2022
sábado, 6 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
AS CANÇÕES DO ROBERTO
Hoje,
Ouvindo as canções do Roberto,
não tinha você por perto...
Desmontei!
Pensando além da montanha,
sentindo uma coisa estranha,
relembrei!
Retratos de um tempo passado,
na mente fotografados,
revelei!
Eu era mulher de quarenta,
te amar era minha sentença,
Chorei!
Fiquei à beira da estrada,
em pé e desesperada.
Cansei!
Não voltes mais para mim,
virei as costas e saí.
Morri!
Mas à Senhora dei a mão,
cuidou do meu coração,
sobrevivi!
©rosangelaSgoldoni
13.07.2009
Ouvindo as canções do Roberto,
não tinha você por perto...
Desmontei!
Pensando além da montanha,
sentindo uma coisa estranha,
relembrei!
Retratos de um tempo passado,
na mente fotografados,
revelei!
Eu era mulher de quarenta,
te amar era minha sentença,
Chorei!
Fiquei à beira da estrada,
em pé e desesperada.
Cansei!
Não voltes mais para mim,
virei as costas e saí.
Morri!
Mas à Senhora dei a mão,
cuidou do meu coração,
sobrevivi!
©rosangelaSgoldoni
13.07.2009
RL T 2 426 865
POEMA EM DESCOMPASSO
Tonta esta cabeça de
poeta...
Retrata o trato
diário,
emoções sem
anestesia.
Procuro um colírio de
chuva,
um cacho de uva...
Salvo melhor rima,
penicilina!
Nem tudo que parece é
trapo,
nem tudo que balança
é prato.
Somente a palavra
conforta
estas teclas mal
batidas.
Velhinho é o tempo
que partiu!
©rosangelaSgoldoni
05 12 2014
RL T 5 059 207
Publicado na Antologia Poemas à Flor da Pele, vol 12, 2018
Porto Alegre RS
Publicado na Antologia Poemas à Flor da Pele, vol 12, 2018
Porto Alegre RS
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
SABOR DE SAUDADE
SABOR DE SAUDADE
Foram-se mais doze meses.
Outros tantos se passaram!
Meu tempo anda cismado,
ri do ponteiro engraçado
a girar, girar, girar...
Gira no manuseio das fotos
tingidas pelo passado.
Há um sabor de saudade que incomoda!
Também me ponho a sorrir.
Chorar não faz sentido
afinal,
o tempo não se perdeu.
Mas confesso,
meu relógio interior fica assim,
combalido,
sempre que manuseio as fotos que se afastam de mim.
Que venham tantos doze quantos o Senhor o permitir!
©rosangelaSgoldoni
02 12 2014
RL T 5 057 938
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