Aquela síncope,
até então desconhecida,
reservou-lhe um inusitado de vida:
a passagem determinante por uma UTI cardiológica.
Por noites e noites infindáveis,
distante dos sonhos e do sono,
perdeu-se entre fios e monitores.
Acessos a transportar o soro vital
no gotejar de um tempo sem previsões.
Cercada por especialistas,
uma leve pressão sobre o pescoço,
alguém exclamou:
- a carótida fechou!
Diagnóstico celebrado,
entre tomos, ressonâncias e eletros.
Mais adiante,
o coração festejou sua estabilidade
constatada pelo catéter invasivo.
Mais do que sobreviver,
viver tornou-se um brado silencioso de resistência
ao frio e aos monitores em permanente vigilância.
Num marcapasso quase poético,
o verso ressuscitou sem desmaios
numa viagem de fé e esperança.
©rosangelaSgoldoni
15 12 2025
RL T 8 564 410

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