terça-feira, 30 de junho de 2020

CANTEIROS E SAUDADES





Sabem essas coisas de subconsciente e inconsciente?
Comportamentos que nos influenciam ao longo da vida?
Desdenhava.
Simplesmente não aceitava o pulsar do inconsciente até que, num longo processo de terapia, ele a enfrentou:
- Olha eu aqui!
Estarrecida, rendeu-se aos fatos.
Agora, durante a pandemia, ele se apresentou novamente.
Para quem só acreditava em lembranças, reencontrou-se a recolher flores de saudade nos canteiros da vida.

©rosangelaSgoldoni

28 06 2020
RL T 6 992 585

terça-feira, 23 de junho de 2020

NOVO VIVER EM VÍRUS




Eu aqui pensando que a vida continua apesar do vírus corona.
Afinal, o planeta não vai interromper suas rotações e translações em função dele.
As mudanças são perceptíveis para os que não ignoram a sua existência.
As mãos já não se cumprimentam intimidadas pela higiene.  Haja sabão, álcool gel e ressecamento.
Os sorrisos não mais explodem. Mascarar-se virou moda.
Só os olhos sobrecarregados fazem face aos sentimentos.
Este é o novo protocolo de viver para os que pretendem sobreviver a esta nova realidade até que uma vacina os reconduza ao mundo dos imunizados.
 

©rosangelaSgoldoni
RL T 6 986 187
23 06 2020

segunda-feira, 15 de junho de 2020

DE CRIANÇAS E PASSARINHOS




A criança encantada
sorria com o passarinho revoando sobre sua cabeça.
Quem sabe voariam lado a lado
ao reino da alegria
nos campos do além céu?
Coisas de criança,
de passarinho
e da inocência do ser infantil.

©rosangelaSgoldoni
15 06 2020
RL T 6 978 556

sábado, 13 de junho de 2020

HOMENAGEM A UM BRINDE Á POESIA 21 ANOS NITERÓI RJ




Brindo à poesia pelos seus 21 anos no dia 11 de junho em Niterói.

Brindo à Lucilia Dowsley pelas suas iniciativas e projetos voltados à divulgação de autores, novatos ou não, cujas estradas são pavimentadas por versos.
Uma experiência renovadora no caminhar da poesia.
Agradeço a oportunidade de me juntar a tão seleto grupo e colher frutos tão especiais neste canteiro múltiplo cultivado pelas suas mãos, Lucília.

Meu respeito e carinho

Passa
não
passa;
repassa,
transpassa
ou
perpassa?
O tempo em vírus de morte mascara-se nas faces
que caminham reclusas pelas ruas.
Inclusão relegada a quatro paredes.
A vida celebra a resistência lúcida
em busca do abraço universal.

©rosangelaSgoldoni
22 04 2020
RL T 6 925 821

terça-feira, 9 de junho de 2020

TEM HORA QUE CANSA!



Tem hora que cansa.
Cansa um rosto sem máscara na rua.
Cansa a máscara no queixo ou pendurada na orelha.
Cansa a negação das mortes tão evidentes nas covas das necrópoles
ampliadas às valas.
Cansa a tribo dizimada em meio às etnias descoloridas.
Cansam os tiros no aniversário,
a queda do elevador,
o respirador superfaturado,
a mãe a murmurar sua dor.
A fome também cansa no estômago das emergências,
nas macas intensivistas,
na arrogância das excelências
a arrotar gases de imperador.
Tudo cheira a cloroquina
na esquina da morte.
Somente a fé sustenta a certeza
do amanhecer sadio!
Cansa,
tem hora que cansa!

©rosangelaSgoldoni
09 06 2020
RL T 6 972 857

segunda-feira, 8 de junho de 2020

UM BRINDE AO ATREVIMENTO




O tempo corria contra...
A cada reencontro
os ponteiros suspiravam de aflição.
Cada minuto vivido
cuidavam-se
em abraços e sofreguidão.
Na contramão da vida
um rio de paixão fluía
saltando obstáculos,
driblando a solidão.
À razão,
brindaram com seu atrevimento!

©rosangelaSgoldoni
07 04 2020
RL T 6 971 702

terça-feira, 2 de junho de 2020

MEMÓRIAS E INFÂNCIAS



Brigou pelo não ser
enquanto subia em direção ao estômago da mãe.
Talvez pretendesse esquivar-se da luz que a aguardava.
Não adiantou.
Tudo se resolveu na sala de parto.
A menina nascida e amada prosseguiu em missão.
Das primeiras idades
guardou o aroma da merendeira cor de rosa
a caminho do Jardim de Infância.
Passeou por muitas histórias,
Carochinhas e Aladim uma vez que
casinha e comidinha nunca lhe despertaram a atenção.
Da segunda infância,
o pique esconde no esconde-esconde do ser.
Acostumou-se aos tabuleiros de damas e ludos
até que a princesa adolescente despertou dentro de si.
A jovem ressurge em amores.
Troca o vôlei e queimada pelos óculos.
Provou com muito gosto as literaturas
(portuguesa e brasileira):
bons tempos, boas escolas.
Apegou-se às letras.
Tornou-se senhora de si e,
com o passar dos anos,
inquietou-se!
Pronta para explodir em versos,
percorreu nova trilha que mantivera em segredo:
reencontrou-se na maturidade do poema em tempos de outono.         

©rosangelaSgoldoni
28 05 2020
RL T 6 965 715

UM NOVO CARNAVAL

  A sede do novo leva-me ao encontro do desconhecido. O que seria em família refaço em grupo, entre faces renovadas. Meu carnaval distante, ...