terça-feira, 22 de novembro de 2022

SEM TEMPO

 

Sem tempo para contestar o tempo

passo batida pelo calendário.

Ultrapasso dias,

destaco folhas

numa contagem regressiva onde a vida

patina entre as memórias.

Viagem sem volta

às emoções deferidas a cada momento.

Sem tempo para contestar a vida,

passo pela sombra do que fui

que teima em arder

apesar do sopro de muitas velas

a contar aniversários:

ultrapasso o agora

ao não desistir

dos sonhos do amanhã.

 

©rosangelaSgoldoni

RL T 7 655 868

11 11 2022


sexta-feira, 11 de novembro de 2022

FLORADAS DE PAZ





Insânia!

Mãos acionam botões a precipitar

nuvens de mísseis sobre um povo desprevenido.

Chuva deplorável de fragmentos, tormentos e desespero,

ópera de horrores a macular retinas.

Jorram lágrimas na incerteza da caminhada

povoada pelo medo do porvir.

Famílias divididas, crianças deserdadas, sonhos violados;

vidas profanadas em nome de políticas personalíssimas, intoleráveis,

desfocadas de um razoável humanitário.

A morte ou as gares: estradas e fronteiras ao encontro de solidariedade vizinha

e posterior desafio de recomeçar distante.

À Pátria,

o retorno e as rédeas de suas lidas, sem data definida

apesar da pressa em celebrar a vida em campos de girassóis.

Uma florada de paz brota à espera do armistício!

 

©rosangelaSgoldoni

27 03 2022

RL T 7 647 708


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

O DESPERTAR DO POEMA

 

Sonhos e realidade alinham-se em solidariedade

ao poema adormecido.

Misturam-se ao espanto do entardecer em versos

não autorizados pelo sentimentalismo.

Sentimentais por consentimento,

do pântano das lágrimas à floração,

travam uma luta em silêncio

na dormência dos dizeres.

Palavras mortas e enviesadas

ressuscitam desengasgadas

na voz do arauto revelador:

 

- A poesia acordou!

 

©rosangelaSgoldoni

RL T 7 641 635

02 11 2022


UM NOVO CARNAVAL

  A sede do novo leva-me ao encontro do desconhecido. O que seria em família refaço em grupo, entre faces renovadas. Meu carnaval distante, ...