sábado, 31 de março de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
LOUCO POR SAMBA
Domingo. Quarenta graus. Janeiro.
Camiseta no corpo, partiu para a feijoada do Salgueiro ao
encontro de amigos. Uma dose extra de samba na sua alegria, sabendo que o ar
refrigerado da quadra funcionaria em evasivas.
Enquanto aguardava o ônibus, um dos loucos da sua rua
parou, olhou para a camiseta, acenou com o polegar e perguntou:
- Você conhece o samba do Cubango? * (E. S. Acadêmicos do
Cubango, Niterói)
Claro, respondeu de pronto, pensando livrar-me do incômodo.
Sem cerimônia cantou o samba até o final.
Ela acenou com o polegar e disse: - Valeu!
O ônibus apontou na esquina. Aliviada embarcou.
Ansiosa e faminta, mergulhou na multidão que se requebrava
ao som do pagode do momento: impossível encontrar os amigos, pensou.
À feijoada!
Na fila, pode visualizá-los. Serviu-se com parcimônia.
Afinal, a refrigeração não dava conta do calor humano em tamanha concentração.
A temperatura aumentou quando a Banda do Cordão do Bola
Preta e, em seguida, a Marrom, foram chamados.
Depois do show, voltou para casa, sã e salva. Tinha
atravessado a baía de Guanabara.
Dias
depois, reencontraram-se.
- Bom dia, “Madame”!
Estranhou.
Ele a reconheceu.
- Bom
dia!
Andou
sumido por alguns meses (soubera que estaria internado para tratamento
psiquiátrico).
©rosangelaSgoldoni
11 01
2015
RL T 6
294 445
Texto publicado na Antologia Em Verso e Prosa, Autores do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana, 2018
Texto publicado na Antologia Em Verso e Prosa, Autores do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana, 2018
domingo, 25 de março de 2018
PRESSA DE VIVER
Seu tempo andava apressado.
Não tinha tempo para bobagens,
amores de passagem ou de ocasião.
Novelas,
delongas,
milongas
não mais a atraíam
Libertou-se de velhos conceitos...
Enterrou medos e algumas lembranças
sem direito à missa de sétimo dia.
afinal,
a magia estava
em driblar o calendário!
©rosangelaSgoldoni
20 03 2018
RL T 6 290 690
quarta-feira, 21 de março de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
TRINADOS DE OUTONO
Estávamos distraídos.
Ele a trinar no fio,
eu entretida com a chuva.
Entre nós,
a máquina fotográfica.
Engatilhada,
arrepiou-se ao som indisfarçável do clique.
Redobrou-se em cantos de celebração ao outono
em final de verão.
©rosangelaSgoldoni
19 03 2018
RL T 6 284 807
quarta-feira, 14 de março de 2018
TREM FANTASMA
Um trem de silêncios passou sem rangidos,
vazio de saudades e recordações.
Não deixou fumaça, borrões ou zumbidos de apitos.
Carregava a leveza dos amores absolvidos
de todas as transgressões.
Adeuses inevitáveis e nada mais!
©rosangelaSgoldoni
14 03
2018
RL T 6 279 987
sábado, 10 de março de 2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
SER MULHER
Objeto?
Porcelana da China?
Muralha de flores
a escudar-se da vida.
Pluralidade do ser,
respeito!
©rosangelaSgoldoni
06 03 2018
RL T 6 272 729
sábado, 3 de março de 2018
MAIS OU MENOS
Poesia sangria
ou seca de letras.
Tempos (di)versos:
O poema não morre.
©rosangelaSgoldoni
03 03 2018
RL T 6 270 160
quinta-feira, 1 de março de 2018
CIRCULAÇÃO
Circula
de mansinho
ou
inunda,
estrangula,
extravasa inoportunamente,
maltrata impiedosamente.
Deixa sequelas.
Alertas!
Pressão
sem
expressão
mascara um possível acidente.
Trombo
que se revelou profundo
na dor latente de viver.
ANTICOAGULOU-SE!
©rosangelaSgoldoni
28 02 2018
RL T 6 268 281
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