quinta-feira, 13 de maio de 2021

ENTREVISTA NO CONEXÃO SEM FRONTEIRAS INSTAGRAM 17/05 19.00h BRASIL





RESGATANDO UMA VIDA (1974)

 

É preciso escrever.
Pensar no que passou.
Soltar as dores no ar sem pensar.
Crer ou raciocinar?
Crença e razão não se identificam.
Mas existe em cada um de nós toda uma complexidade, uma estrutura desiquilibrada que tentamos esconder com atitudes pretensamente lógicas.
É como fumar para se parecer elegante ou medir as palavras com medo de nada dizer ou tudo fazer.
Sempre justificando.
É preciso que cada um de nós tenha honestidade, mais que honestidade,
coragem,
para poder viver ou tentar esquecer a vida cheia de preconceitos e estruturas e, assim, optar.
 
Niterói, 15 08 74 RSG
Como no original, aos 21 anos, com um pequeno ajuste.

©rosangelaSgoldoni

RL T 7 254 500


terça-feira, 4 de maio de 2021

A PRÓXIMA ESTAÇÃO


Embaladas pela brisa de outono

fresca,

serena,

envolvente

despertam lembranças adormecidas,

transbordam vapores de um vulcão.

O poeta ensimesmado

sente-se abraçado

pelo passado de então.

Sonhos que se perderam

ou sensações preservadas

estremecem num acordar aflito

ao perceber o ciclo

do inverno, próxima estação.

Descer ou não descer?

A Deus, a decisão!

 

©rosangelaSgoldoni

22 04 2021

RL T 7 248 130


sábado, 1 de maio de 2021

TV CHANNEL NETWORK - POEMAS À FLOR DA PELE 15 ANOS (29/04 2021)




MULHERES FASCINANTES (E-BOOK DISPONÍVEL)



Queridas Coautoras, Queridas Ajebianas, boa tarde!!

Mais uma vez, agradeço a participação daquelas que puderam estar conosco, na cerimônia de lançamento de nosso Ebook e audiobook. Aquelas que não puderam estar, em breve receberão o link da gravação.
Estou encaminhando aqui, o link do site do livro, e convido-as para navegarem pelas informações disponibilizadas.

Importante!!!
Preciso que vocês escolham um ou mais cards em anexo, e divulguem em suas páginas no Facebook e Instagram, acompanhado deste texto abaixo, em negrito.

É muito importante, agora, divulgarmos este link. Ele é a porta de entrada de nosso projeto editorial digital, e necessita chegar até as pessoas! Vamos lá meninas, vamos divulgar!!! Juntas, somos mais fortes!!

Um abraço Fraterno,

Dyandreia Portugal



É com grande satisfação que a *Editora Letras Graciosas* e a *Rede Sem Fronteiras* apresentam o *Ebook* da Coletânea Literária: *Mulheres Extraordinárias - O resgate histórico do legado, pela palavra escrita*, organizado pela *AJEB-RJ*, coordenado pela Presidente-Coordenadora *Dyandreia Valverde Portugal*.

Todos podem acessar, gratuitamente, o formato digital por meio do endereço:
ajeb-rj.redesemfronteiras.com
Dentro desse endereço, o leitor poderá visualizar o Ebook no próprio navegador de internet (computador, tablet ou smartphone), baixar o arquivo em formato ePUB para ler o livro no Kindle, Kobo, etc. ou fazer o download direto na Amazon.

O Ebook está preparado com link de ACESSIBILIDADE e INCLUSÃO SOCIAL em formato AUDIOBOOK e linguagem em texto sem formatação.
Estamos, cada vez mais, sem fronteiras.

Desejamos boa leitura! 



sexta-feira, 16 de abril de 2021

POEMA SEM CAUSA

 

Nem sempre o poema é feito de asas,

suavidades e delicadezas.

Às vezes o verso encontra-se na trempe de um fogão

ou nas gotas de suor que

circundam a tábua de passar roupas.

Perdidos entre prateleiras do supermercado

ou sonhos da padaria,

tornam-se presas fáceis ao

olhar desprevenido do poeta.

O trabalhador da palavra

ocupa-se em capturá-los

e envolvê-los nalguma estética.

Resiste na boca

a vontade de adoçá-los mas

a vida se encarrega da realidade dos fatos.

Sentimentos desmascarados não usam cosméticos.

 

©rosangelaSgoldoni

24 03 2021

RL T 7 233 832


quinta-feira, 8 de abril de 2021

EXTREMOS

 


Ficar bem.

Ser do bem.

Estar bem.

Bem-estar.

Salve-se quem puder

neste mundo infiltrado de maldades,

insanidades;

extremos indiscutíveis

e desconfortáveis...

Trevas!

Há uma luz além dos confrontos!

Reencontro de seres humanos com a sua consciência de vida.

Ficaremos bem!

 

©rosangelaSgoldoni

08 04 2021

RL T 7 227 326


domingo, 28 de março de 2021

O RETORNO

 

Quando eras plenilúnio,

quartos minguavam à distância

num crescente desejar.

A nova,

entre ausências,

apesar dos quartos vazios,

um sorriso a delirar:

foi preciso partir

para o retorno pautar

nas linhas sinuosas da vida

e no vaivém das ondas do mar.

Reencontros além!

 

©rosangelaSgoldoni

18 02 2021

RL T 7 218 393


sábado, 20 de março de 2021

OUTONADA




Outonada sim!

Receios invernais dispensados.

Brisa em sutilezas.

 

©rosangelaSgoldoni

RL 7 212 009

20 03 2020


segunda-feira, 15 de março de 2021

SEM MEDO DE SER MULHER

 

Contra o tempo e o vento

resolveu fazer arruaça.

Inflamada,

incisiva,

gesticulou

PRESENTE!

Sem medos ou atropelos,

desvencilhou-se dos freios

que a impediam de seguir.

Tomou as rédeas da vida

e cavalgou sem medo de ser MULHER!

Pariu sua autoestima e

 plantou-se num jardim sem

malícias do malmequer!

 

©rosangelaSgoldoni

08 03 2021

RL T 7 207 045


domingo, 14 de março de 2021

A MISSÃO DO POETA (DIA DA POESIA 14/03)


 

Poetas são nefelibatas,
poetas são estetas.
Poetas são sentimentos,
um tanto ou quanto profetas.

Sensibilizam ou desestabilizam
as mentes que os leem:
não tem que ser explícitos,
só plantar a semente.

Sua missão sem fronteiras
é decifrar os mistérios,
alcançar as cordilheiras
e nelas, seu magistério.

©rosangelaSgoldoni
11 01 2011 

RL T 2 723 443


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

O TEMPO E O NÃO DITO



A palavra do dia,

da hora,

do momento,

unguento,

sonora...

A palavra viva,

altiva,

pulsante,

rompante,

aflora!

O silêncio da noite adentra intubado

no escuro da cânula transparente.

Um balbucio abafado

prostra-se sufocado entre suores e febres.

Aflito,

o tempo encarregar-se-á do que não foi dito.

 

©rosangelaSgoldoni

24 02 2021

RL T 7 193 160


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

REFEITA EM SUTILEZAS

                                                                               

Um olhar cansado de desvios

refaz-se em naturezas

pelos caminhos.

Despe-se dos véus

das distorções óticas

oferecidas sem provas

ou fundamentos.

Liberta-se do retrógrado e invasivo

ao repousar sobre flores,

matas,

céus

e o cantar dos passarinhos.

Em busca da claridade

aprimorou suas lentes

em contato com fontes cristalinas:

lubrificadas retinas.

Fartou-se de sutilezas!

 

©rosangelaSgoldoni

09 10 2020

RL T 7 187 710


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

NO BLOCO DO EU SOZINHO

 

Então ficamos assim:

em fevereiro, tem carnaval

mas “não vai ser igual àquele que passou”.

A fantasia escolhida

não vai desfilar na avenida

nem se juntar à multidão.

No bloco do eu sozinho,

máscara sem purpurina,

gratidão no estandarte

de uma vida em prontidão!

Em breve cravo e canela,

lança perfume nas passarelas

todos juntos no mesmo refrão:

para você que zombou da ciência,

apostou na incompetência,

saiba a vacina venceu!

Azar o seu!

Azar o seu!

 

©rosangelaSgoldoni

09 02 2021

RL T 7 182 340


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

LINK DO E-BOOK SEM FRONTEIRAS PELO MUNDO VOL. 5

semfronteiraspelomundo5.redesemfronteiras.com

NUVENS A SUSPIRAR

 

Alto verão sem chuvas manifestas.

Sol a deixar marcas no ressequido chão.

A cigarra,

entre cantar e festejar,

descansa à sombra da folhagem desbotada.

O anoitecer não surpreende em brisas.

A agonia do vento represado

revolve o caniçal

num balé desengonçado:

uma dança conectada à realidade estival!

Ao longe, ouve-se o suspirar duma nuvem.

Estremece em agonia de pingos,

precipita seu pranto sobre as fissuras do barro trincado.

Artérias sulcadas, cavadas em lágrimas,

um rio a fluir na imensidão da estação.

Hidratação a percorrer os mananciais de vida em exaustão.

Redimidos!

 

©rosangelaSgoldoni

03 02 2020

RL T 7 176 309


domingo, 24 de janeiro de 2021

COMO SE ALI ESTIVESSE

 

Bem me lembro como se ali estivesse.

Aos quatro anos, jardim da Igreja de Santana em Niterói.

Dias quentes, minha mãe presente a refrescarmos na praça.

Ela sentada no banco enquanto eu procurava por pauzinhos de picolé e pirulito Kibon sob o seu olhar diligente.

Na santa inocência do cheiro da merendeira cor-de-rosa do Jardim de Infância também residem as primeiras memórias.

Piscou o tempo num olhar de vida que se renovou nos filhos e ampliou-se com a alegria do neto.

Hoje, o amor repousa sobre almofadas de sonhos costurados a fios de lembranças festejadas.

 

©rosangelaSgoldoni

23 01 2020

RL T 7 167 917


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

TRAMAS E TAPETES

 

Devolvi!

De que me serviriam enrolados sob a cama?

Apenas escondidos, acumulando a poeira do tempo.

Capricho?

Não fazia mais sentido.

Devolvi os tapetes e suas impurezas camufladas entre fibras tecidas a mão.

Devolvi parte de uma vida tramada em nós de arrumação e contenção de bainhas.

Desvencilhei-me das linhas desfiadas a cada lavagem na secagem sobre o muro.

Persas não voam por mim,

avisei, Aladim!

Lâmpadas apagadas não fazem mágica

e um pássaro adormecido

despertou a renovar-se em voos

e versos colhidos entre jasmins.

Desfeitas as tramas,

recolho aromas e poemas

em cálices de açucenas

nos campos do amanhecer.

 

©rosangelaSgoldoni

19 01 2021

RL T 7 163 673

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

JANELAS PARA O MUNDO

 

Um tímido olhar sobre a janela do mundo

revela-se por trás do biombo que o separa da pandemia.

Máscaras misturam-se ao cotidiano da maioria

das gentes sobreviventes e

conscientes de suas verdades coletivas.

A transbordar esperanças de cura,

uma pneumonia viral infla-se de esperanças

e nuanças benfazejas.

Cai o pano!

O puro da natureza refaz-se em sorrisos escancarados

no amanhecer livre de amarras.

O humano que trago comigo agradece!

 

©rosangelaSgoldoni

07 01 2021

RL T 7 155 091


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

DEIXANDO PARA DEPOIS


 

Chegou sem garbos, tímido e desconfiado.

Os conscientes no momento da passagem não estranharam.

Aliás, nada prometeu ciente do que 2020 se perdera entre desconfianças e lágrimas.

Na bagagem, os agradecimentos de vida, fé, esperança e promessas de vacina...

Ofereceu resiliência e empatia.

Para quem aceitou, seria o suficiente, evitaria cobranças.

Alguns fogos para dizer que não festejou.

Um toque de cotovelos, um sorriso no olhar e

aquele abraço que ficou para depois.

 

©rosangelaSgoldoni

01 01 2021

RL T 7 149 519