sábado, 15 de agosto de 2026

CELEBRANDO 20 ANOS POEMAS À FLOR DA PELE, PORTO ALEGRE


 

RELEITURA DE UM POEMA PARA NITERÓI, ESCRITO EM 2023


LIDO NA FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE NITERÓI 2023, SARAU PROMOVIDO DURANTE O EVENTO NO DIA 14/08/2026, POR POR UM BRINDE À POESIA , DE LUCÍLIA DOWSLEY


De terras concedidas aos Temiminós, 

despontam baías e horizontes litorâneos.

Praias, rios, lagoas e montanhas:

vivamos Niterói,

uma cidade a sorrir!

Hoje,

Niemeyr passeia pela contemporaneidade de suas águas escondidas.

Sinuosidades e caminhos a seduzir olhares imantados pela estética,

naturalmente privilegiada,

mesclada ao arrojado traçado arquitetônico.

Nascida à luz da Aldeia de São Lourenço dos Índios,

cresceu Vila Real de Praia Grande envolvida na cultura

refletida no festejar desta feira.

Junto-me às fileiras de sua gente e brindo à poesia

deste momento cultural e à 

diversidade artística que nos envolve.


Que o seu sorriso não se desbote frente ao tempo nem se 

distancie da sua identidade,

Niterói!


©rosangelaSgoldoni

14 08 2026


ORIGEM:

RASCUNHOS DA ROGOLDONI: PARABÉNS NITERÓI, 450 anos (22/11/2023)

  NITERÓI, 450 ANOS

 De terras temiminós

despontam
baías e horizontes litorâneos.
Praias, rios, lagoas e
montanhas:
alegria de ser
Niterói,
uma cidade a sorrir!

Hoje,
Niemeyer passeia pela contemporaneidade das suas águas escondidas.
Sinuosidades e caminhos a seduzir olhares imantados pela estética
naturalmente privilegiada, mesclada ao arrojado traçado arquitetônico.

Nascida à sombra dos seus frondosos jardins,
abraçada pela cultura que a envolve,
cultivo esses versos em sua homenagem.

Junto-me às fileiras de sua gente para festejar
Araribóia (in memoriam)
nesta gloriosa trajetória de 450 anos!

Que o seu sorriso não se desbote frente ao tempo
nem se perca da sua identidade!

Parabéns, Niterói!

©rosangelaSgoldoni
27 10 2023

RL T 7 933 122

terça-feira, 7 de julho de 2026

VERSOS ANOITECIDOS

 

Bate,

rebate;

Insiste,

desiste,

resiste!

Rabisca,

ronda,

disfarça;

tangencia

e

desvia.

Nos limites do sentir,

o magnetismo das palavras atrai,

Inevitavelmente,

um poema.

Versos que anoitecem

ao recolher do sabiá-do-campo

num outono perdido entre suspiros.

 

©rosangelaSgoldoni

07 07 2026

RL T 8 668 361


segunda-feira, 4 de maio de 2026

O INEVITÁVEL AMANHECER




Escolheu com delicadeza uma caixinha de papelão colorido e fitas de seda onde acolheu algumas lembranças e sentimentos que teimavam, vez por outra, em escapar.

Sonhos desidratados; um guardanapo de bar onde lhe ofertaram um pequeno poema de Pessoa; uma rosa desidratada; uma pequena embalagem de fósforos (mimo aos fumantes dum happy houer inesperado que a fizera feliz); um saquinho plástico com um punhado de areia de praia visitada a dois; um terço ofertado em proteção de um amor que não se concretizou; algumas fotos recortadas; vida entre suspiros e surpresas.

Certo, nada a esconder, mas precisava preservar-se da curiosidade indesejável dos que tentavam bisbilhar sua intimidade.

Sempre que abria sua caixinha, revivia momentos numa overdose de encantamentos. Um caleidoscópio de emoções. Sem preocupações.

Mas o tempo, perdido no tempo a destacar folhas do calendário, desbotava-se sem piedade.

Imprimiu rugas em sua face distanciada da juventude. Agendou vulnerabilidades.

Esfarelou o quase relicário e esparramou seus guardados no fundo do armário.

Seria dramático se não fosse, naturalmente, o caminho inevitável do ser.

Aspirou suas lembranças e deixou-se conduzir pela brisa da tarde até o anoitecer.

 

©rosangelaSgoldoni

08 03 2026

RL T 8 619 220

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

FÉ E ESPERANÇA RENOVADAS



 Aquela síncope,

até então desconhecida,

reservou-lhe um inusitado de vida:

a passagem determinante por uma UTI cardiológica.

Por noites e noites infindáveis,

distante dos sonhos e do sono,

perdeu-se entre fios e monitores.

Acessos a transportar o soro vital

no gotejar de um tempo sem previsões.

Cercada por especialistas,

uma leve pressão sobre o pescoço,

alguém exclamou:

- a carótida fechou!

Diagnóstico celebrado,

entre tomos, ressonâncias e eletros.

Mais adiante,

o coração festejou sua estabilidade

constatada pelo catéter invasivo.

Mais do que sobreviver,

viver tornou-se um brado silencioso de resistência

ao frio e aos monitores em permanente vigilância.

Num marcapasso quase poético,

o verso ressuscitou sem desmaios

numa viagem de fé e esperança.


©rosangelaSgoldoni

15 12 2025

RL T 8 564 410

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

APRENDIZADOS


 

Há 73 anos, entre 11 e 11.30h, eu não queria chegar.

Uma enfermeira enganchada na minha mãe, por ordem da obstetra, entregou-me à vida.

Cheguei cianótica em meio à festa e ao calor de um dia 31 de dezembro.

Uma longa estrada percorrida entre atalhos, tropeços, erros e acertos.

Disposta a aprender, ainda busco ensinamentos de vida.

Que assim seja, enquanto Deus quiser!

Feliz Ano Novo!


©rosangelaSgoldoni

31 12 2025 10.00h

RL T 8 528 315



segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

ALGUNS HAICAIS



Dança a trança

no ventar do inverno

triste sorriso.

 

Encanto lilás

num jardim colorido

sol em crescente.

 

Mergulho n’alma

suspiros afogados

sonho desperto.

 

Canto celebrado

vesperal primavera

pássaros em paz.

 

Estrelas dançam

balé no infinito

lua crescente.

 

©rosangelaSgoldoni

01 12 2025

RL T 8 502 410