domingo, 27 de dezembro de 2020

AGRADECIMENTOS A 2020



Aprender, aprendi, aprendizado.
Convivi com ansiedades e confinamentos, distanciamentos que alimentaram presenças nos corredores, máscaras, álcool desidratante, medos nos consultórios e laboratórios, atrevimentos no mercado, toque de cotovelos. Um ano de novidades e mudanças de comportamento necessárias.
Aprendi o poder da desinformação das fake news e a aplicar o filtro necessário.
Ano em que a empatia e a solidariedade foram essenciais para a sobrevivência. Aos que não entenderam, quem sabe haja tempo para resgatá-las.
Um lado realista me ensinou a encarar as limitações e sedimentar a fé na razão de viver.
As responsabilidades implícitas desta razão, agora explícitas e cobradas pelo vírus em pandemia, norteiam um caminho de sobressaltos para 2021.
Que sejam breves, leves e passageiros!
Agradecemos por nós, pela família e amigos que ultrapassaremos (espero) os não me toques na travessia do calendário.
 

©rosangelaSgoldoni

27 12 2020

RL T 7 145 550


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

DOIS EM UM

 

Brisa leve,

furacão

ou

tormenta...

Redemoinhos,

envolvimento,

impedimentos.

Paz Incerta,

redescobertas a cada

momento da festa

nós sendo um.

Senso comum...

Passou!

 

©rosangelaSgoldoni

09 12 2020

RL T 7 138 040


NOITE SORRATEIRA

A noite chegou sorrateira!
Pus-me num canto sozinha
encolhida, escondidinha
tal gata junto ao borralho.
Foi quando, então, escutei
seus passos a ressoar.
Senti-me em plena certeza
de que amanhã, um novo dia,
o sol voltará a brilhar.

 

©rosangelaSgoldoni

25 09 2008

RL T 2 538 405

revisada em 13 06 2014


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

NATAL 2020

 

Que neste Natal a compreensão tenha um lugar marcado
em todas as mesas do planeta.
Que a Luz de Belém harmonize as convivências à distância e
as presenças indispensáveis.
A alegria de viver seja sincera sem o lamentar das ausências.
A serenidade e a paz façam morada sempre
que a dúvida experimente semear interrogações.
Que o renascimento em Cristo seja redentor dos males que nos rodeiam.
Não nos esqueçamos de orar pelos sem mesas e referências.
A grande Estrela do Oriente a todos abençoará.
Celebremos o Menino Jesus agradecidos!
 
©rosangelaSgoldoni

06 12 2020 RL T 7 130 137


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

CAMINHOS E LUAS

 

Atravessei varandas urbanas

sem permissão.

Invadi pensamentos

despertando sonhos

e alimentando ilusões.

Ah,

quanto ao poeta que sonhava acordado,

suspirei versos

sobre o deserto de suas inspirações.

Segui ultrapassando o horizonte

na certeza de que os ciclos se renovam

e todos são fases.

 

©rosangelaSgoldoni

29 11 2020

RL T 7 124 536


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

PARA CLARICE LISPECTOR (Parabéns pelos 100 anos de vida em 2020)

 Foto wikipedia


Clara,
Clarice,
Claridade.

Flor de Liz,
às vezes, obscuridade.
Lis altiva e circunspecta.

Pector, onde pulsa uma alma inquieta
que da vida expecta
as mais profundas conclusões,
ou revelações.

Passeia pelos meus versos de mãos dadas com a realidade.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2010

RL T 2 650 573


terça-feira, 24 de novembro de 2020

(A)Casos de Amor

 


Caminhavam lado a lado,

passos largos e cansados,

num passado contínuo e distante.

Descuidados e famintos

seguiam no escuro à deriva

do futuro ou previsões.

Sem sobremesas à mesa,

serviam-se de um jantar

à exaustão dos sentidos.

O cintilar do Campari

espelhava suas pulsações,

num entrelaçar das ilusões.

Saciados e refeitos

retomavam seus caminhos:

cada qual para o seu lado,

descompassos não ensaiados,

até que o acaso os revisitasse...

 

©rosangelaSgoldoni

16 11 2020

RL T 7 119 736


quarta-feira, 18 de novembro de 2020

ENCHENTES

 

Transbordo-me sempre que necessário.

Percebi que lágrimas retidas represam artérias.

Prefiro-as livres pela face!

 

©rosangelaSgoldoni

18/11/2020

RL T 7 115 055

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

DOS CACOS E MOSAICOS


Conversava consigo mesma

sem intimidades de espelho;

às escondidas da vida,

em busca de paz e sossego.

No sossego entediada

camuflava-se ventanias,

soprava nuvens de prata

brindava à noite, sorria.

Amores vinham e partiam,

outros estabilizavam;

gangorra, balanço e sentidos

a paz e o sossego alcançados.

Do caos e dos cacos

reconstruiu-se em mosaicos.

Iluminada,

repaginou seu paraíso interior.

 

©rosangelaSgoldoni

10 11 2020

RL T 7 109 965


terça-feira, 3 de novembro de 2020

SEU PRIMEIRO AMOR



Cruschs
e
paqueras,
mais que refrigerantes,
amores em platônica adolescência
frequentavam seu imaginário.
Cary Grant a visitava em sonhos
depois dos filmes da sessão da tarde!
Aguardava as férias com ansiedade para revê-lo:
encontros marcados pela sua imaginação.
Seria “O Grande Amor da sua Vida”? *
Acreditava ser “Apenas um coração solitário”! **
“O Solteirão Cobiçado” *** aguçava os seus sentidos.
A inocência acreditava encontrá-lo numa esquina qualquer.
Desiludiu-se ao descobrir que o tempo passara
mais do que o retratado nos filmes.
A ficção era anterior à sua realidade de vida.
Dava-se conta de que o tempo
passava a passos largos da sua idealização.
 
©rosangelaSgoldoni
31 10 2020  
RL T 7 103 471                              

1944 Apenas um coração solitário
1947 O Solteirão Cobiçado
1951 Tarde Demais para Esquecer


quarta-feira, 28 de outubro de 2020

À LUZ DA SERENIDADE

 

E no fosso do tempo

os meses se perdem num redemoinho de ansiedades.

Um intervalo pontuado por

esperas,

experimentos,

lamentos em respiradores,

camas e labirintos enigmáticos,

melancólico anoitecer.

A cada amanhecer uma resposta,

um ensaio

uma surpresa

ou descoberta

até o novo acontecer da vida

à luz da serenidade.

 

©rosangelaSgoldoni

28 10 2020

RL T 7 098 806


sexta-feira, 23 de outubro de 2020

NOS 21 ANOS DE UM BRINDE À POESIA EM NITERÓI


 

Quase um Bolero



Um depois indefinido,

revestido de otimismo

aguarda-me no calendário.

 

Hoje sou esperança

enquanto folheio lembranças

de um passado noutro cenário.

 

O presente desembrulhado

revelou-se retardatário

nas delicadezas do viver.

 

O tempo parado no tempo

deixando sem argumento

os ponteiros do compreender.

 

Transbordando impaciências,

adiando sonhos, projetos,

sem saber se hoje exagero

reinvento-me num quase bolero:

amanhã eu vou,

amanhã eu quero!

 

©rosangelaSgoldoni

18 10 2020

RL T 7 094 627


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

NOTAS PERFUMADAS DE MULHER



Tenho sim

um tanto reservado de mim.

Em pequenos e

delicados frascos,

sem etiquetas,

aromas

em frescor de viver.

Cítricos,

amadeirados

ou

florais,

retocados

a cada estação:

nada que siga um padrão.

Essências renovadas em notas de ser

humana e mulher!

 

©rosangelaSgoldoni

15 10 2020

RL T 7 089 206


domingo, 11 de outubro de 2020

CRIANÇA, BERÇO E RENOVAÇÃO (quase uma oração)




Criança,

nascimento em luz do não saber,

aprender é o seu primeiro exercício.

Cuidados e sorrisos,

o toque macio do aconchego,

bons exemplos e o constante da repetição.

Orientação em crescente,

atenção que providencie

respeito, carinho,

abrigo, higiene, roupa e pão.

Educação!

Há os berços desprotegidos do futuro,

apesar das declarações e estatutos,

sofrem maus-tratos e violência,

distancia-se da esperança do amanhã!

Senhor,

cuida para que a fome, a guerra e a maldade

não destruam sua inocência e

não se percam do aprendizado.

Acolhe a renovação desses berços desprotegidos.

 

©rosangelaSgoldoni

11 10 2020

RL T 7 085 270


terça-feira, 6 de outubro de 2020

BENDITO SORRISO


 

Recordando os sorrisos vividos,

tantos,

tamanhos,

personalizados;

verdadeiros

ou

dissimulados;

hoje a inocência me basta!

O seu

que não desconfia da vida,

infância e pureza imaculada,

meu anjo sem asas...

Semente multiplicada

em neto

bendiz a minha jornada.

 

©rosangelaSgoldoni

06 10 2020

RL T 7 081 059


quarta-feira, 30 de setembro de 2020

OUTUBRO RENOVADO

 

Janeiro em festa de férias e do sol.

Fevereiro e o carnaval.

Março, assustado, recolheu-se entre máscaras e quarentenas.

Resistência motivada até setembro.

Que outubro seja bendito e bem vindo em renovação de

esperanças de cura ao coronavirus.

Assim seja até que a vacina nos solicite os braços e

a agenda da vida siga seu curso de normalidade conceitual.

 

©rosangelaSgoldoni

30 09 2020

RL T 7 076 453


domingo, 27 de setembro de 2020

Rede Sem Fronteiras Feira do Livro de Lisboa ( Realese)

 



A Rede Sem Fronteiras promove escritores brasileiros na

 90.ª Feira do Livro de Lisboa

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa, com o objetivo de promover o livro e os hábitos de leitura, realizou a 90.ª Feira do Livro de Lisboa. Com uma intensa programação para toda a família, visitantes portugueses e de países vizinhos puderam participar daquele que é um dos maiores eventos do panorama cultural europeu.

Durante 18 dias (de 28/08 a 13/09), os livros voltaram a encher o Parque Eduardo VII, por meio de 310 pavilhões, 117 expositores e 638 marcas editoriais (chancelas) presentes. Dentre os expositores, estava a Rede Sem Fronteiras, com suas duas editoras: Editora Rede Sem Fronteiras (com sede no Brasil) e a recém-fundada Editora Letras Graciosas (com sede em Portugal), além da representatividade de 60 autores independentes e 103 coautores, parceiros da Rede Sem Fronteiras. Representando o Estado do Rio de Janeiro, estava o escritor parceiro, ROSÂNGELA DE SOUZA GOLDONI, que teve a sua produção literária apresentadas pela Diretora Executiva da Rede Sem Fronteiras, Dyandreia Valverde Portugal.

A Rede Sem Fronteiras, mais uma vez, fomentou a cultura lusófona, divulgando e promovendo escritores além-fronteiras. Foi lançada, na ocasião, a Coletânea Sem Fronteiras pelo Mundo... Vol. 5, que conta com as produções de mais de 100 coautores lusófonos. A obra foi presenteada a importantes e significativas autoridades que visitaram o estande como o Presidente da República de Portugal, o Ilmo. Sr. Marcelo Rebelo de Sousa; o Magnífico Reitor Honorário da Universidade de Lisboa, Dr. Antônio Sampaio da Nóvoa; o Diplomata da Embaixada do Brasil, Sr. Primeiro-Secretário Igor Trabuco, Chefe do Setor Cultural da Embaixada; o Sr. Bernardino Fonseca, Presidente da Casa das Beiras de Portugal, que apresentou, com sua sanfona portuguesa, um pouco da cultura lusitana para os convidados do estande. Além de jornalistas e escritores portugueses.

Rede Sem Fronteiras é uma entidade cultural que desenvolve e divulga a cultura brasileira e lusófona em todo o território nacional brasileiro e para leitores de língua portuguesa residentes em mais de 20 países do mundo, nos cinco continentes, com o lema: “Juntos, somos mais fortes!” Seu objetivo é promover, difundir e fomentar a cultura e a produção de seus membros, além-fronteiras, por meio de projetos literários e culturais, eventos e parcerias com Universidades, Fundações, Associações, Academias e entidades afins. Inscrições para as próximas coletâneas e para a Feira do Livro de Lisboa 2021, já estão abertas. Para mais informações: contato@redesemfronteiras.com.br.

Em anexo, imagens ilustrativas.

Crédito: Acervo Rede Sem Fronteiras


Diplomata da Embaixada do Brasil, o Primeiro-Secretário Igor Trabuco.


Dyandreia Portugal no Estande.


Magnífico Reitor Honorário da Universidade de Lisboa.


Bernardino Fonseca, Presidente da Casa das Beiras.


Sr. Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

UM CONTO DE FADAS




Administrou seu desgoverno,

traçou um belo roteiro,

descobriu onde queria chegar.

 

A paz fora conquistada,

liberdade era a sua estrada

agora poderia voar.

 

E voando, alma em transe,

personagem dalgum romance,

amazona sob a luz do luar,

certamente encontraria o lugar.

 

Seu destino era segredo,

sem ser exílio ou degredo,

saberia onde pousar.

 

Perguntou-se:

na Terra do Nunca,

no País das Maravilhas,

ou no sítio da tia Anastácia?

 

No seu próprio conto de fadas...

 

©rosangelaSgoldoni

31 07 2012

RL T 3 877 288


terça-feira, 22 de setembro de 2020

NOVA PRIMAVERA



Não ousava sonhar

seu retorno ao entorno da vida.

Mas aconteceu.

Apresentou-se nas chuvas e

revelou-se envolvida em botões

ensaiando buquês.

Ipês sorriram.

Faces e humores reidratavam-se

ante a certeza da sua presença.

Ouviu um grito a saudá-la:

Bem-te-vi PRIMAVERA!

As faces acaloradas pelas energias de setembro

exibiam, então, fulgores lilases de purificação.

Dispôs-se a acordar e sorrir para a nova estação...

Vivê-la seria abraçar com ousadia aquele momento de euforia e revelação!

 

©rosangelaSgoldoni

RL T 7 070 090

22 09 2020


domingo, 20 de setembro de 2020

FOGO! O PANTANAL CHORA



As araras perderam-se das suas gargalhadas em meio ao estalar dos gravetos da mata em chamas.
A onça e suas patas queimadas chora entocada pelo vento em brasas.
O tuiuiú perdeu sua elegância e vestiu-se de luto pelas cinzas que se deitam ao chão.
Os jacarés já não se prestam ao couro.
A Bodoquena transborda em lágrimas pelas suas cachoeiras que teimam em brotar.
O corixo secou!
As piranhas não saltam mais em busca de alimento.
O homem, aceros e bolsões de água contra o tempo.
O Pantanal cinza pede que lhe devolvam o verde e o devido respeito.
 
©rosangelaSgoldoni
20 09 2020
RL T 7 068 189


sábado, 12 de setembro de 2020

ALÉM DO AMANHÃ



Passeiam pelas calçadas,

avenidas e

praias...

Desfilam pelos campos,

montanhas,

entre pássaros e matas...

Percorrem jardins,

roseiras,

jasmineiros e gardênias,

acompanham o voo da borboleta...

A passear sem rumo,

dependendo do sonho

ou da solidão,

versos que vos quero

aprisionados numa estrofe qualquer!

Refaz-me poema num aglomerado em sílabas e

na elasticidade dos abraços distanciados.

Alivia-me os dedos da dormência da vida entre quatro paredes...

Também clamo por um sorriso além do amanhã...

 

©rosangelaSgoldoni

04 09 2020

RL T 7 061 629


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

AGRADECIMENTO À REDE MÍDIA SEM FRONTEIRAS

PRIMEIRO LUGAR NA MODALINDADE POESIA DA ANTOLOGIA SEM FRONTEIRAS PELO MUNDO VOL 5 (2020)





São muitos!
A Deus por sua bondade, aos meus pais (deixaram claro que o único bem herdado seria a educação), aos que tentaram me frustrar (depois da análise entendi que tiveram a minha permissão) e aos que me incentivaram (por isso hoje estou aqui).
Não pertenço a academias e sim às letras que brotam muitas vezes sem permissão. Dou vazão. Sejam alegrias ou tristezas me desafogam, outras vezes premiam como agora.
“Devagar e sempre” dizia minha mãe. Fui entendê-l
a em torno dos 50 anos.
Tal Martinho, o da Vila (sem comparação de sucessos), “vou driblando dos espinhos, vou seguindo meu caminho” mas não sabia onde ia chegar.
Foram 10 anos de estrada anteriores à Rede Mídia sem Fronteiras (aqui desde 2016), passando pela Poemas à Flor da Pele (POA - RS) e movimentos em São Paulo capital, e uma participação em Maceió.
Minha gratidão e respeito sinceros a você, Dyandreia Portugal, pelas aberturas de fronteiras do meu mundo!
Meu respeito e admiração aos jurados!
Aos premiados, parabéns! 
Aos participantes, aplausos!
Acredito e tenho fé que o Sr. Jesus vai nos proporcionar em breve o encontro/reencontro do qual fomos privados neste momento. Afinal “nada acontece por acaso.”
Até lá!
rosangelaSgoldoni

domingo, 30 de agosto de 2020

VIAGEM AO CENTRO DO NADA (Antologia Sem Fronteiras pelo Mundo vol. 5 2020)


O translúcido daquele verde-esmeralda ofuscava sua razão.
Preferiu recolher-se aos mares da insanidade que o rodeavam
nas noites de exaustão em delírio.
Suores à parte,
o martírio repetia-se em sonhos num pulsar de ilusões.
Em tempos de superficialidades,
profundo seria inapropriado,
até mesmo inconveniente,
quem sabe impróprio ao seu mergulho
num abissal de amor.
Desprotegido,
sufocou-se nos suspiros do sal das lágrimas,
marinas apáticas,
cais das lamentações.
Despertou a tempo de reencontrar-se além do horizonte
numa desconcertante viagem
ao centro do nada.

©rosangelaSgoldoni
13 04 2019
RL T 7 049 739







segunda-feira, 24 de agosto de 2020

(IN)CERTEZAS



Perguntava-se, não queria supor,
se juntos poderiam dar certo.
Percebeu no sutil recompor-se:
ela amor, ele era sexo.  

©rosangelaSgoldoni
21 08 2020
RL T 7 04 5343

terça-feira, 18 de agosto de 2020

COLHEITA





Tentava decifrar os enigmas expostos pela vida
à revelia da sua vontade.
Cobrada em decisões definitivas,
não recuava diante das encruzilhadas reservadas.
O caminhar nas dúvidas estancava-se à primeira oração.
“Que não me perca pelos caminhos escolhidos!”
Reencontrava-se cada vez mais forte a cada nova opção.
Chegado o tempo de colher,
agradeceu os relâmpagos que iluminaram sua caminhada
com um sorriso espraiado sobre o amanhecer.

©rosangelaSgoldoni
17 08 2020
RL T 7 039 700