mormaço
cansaço
estufa
cultura
in vitro
um vírus.
ensaio
compasso
de um novo viver.
máscaras sobrevivem
ao carnaval da vida
até que o novo abraço
desdobre-se em confetes e serpentinas.
©rosangelaSgoldoni
08 02 2022
RL T 7 448 554
mormaço
cansaço
estufa
cultura
in vitro
um vírus.
ensaio
compasso
de um novo viver.
máscaras sobrevivem
ao carnaval da vida
até que o novo abraço
desdobre-se em confetes e serpentinas.
©rosangelaSgoldoni
08 02 2022
RL T 7 448 554
Minha impaciência não entende o passar do tempo,
tenta acompanhar o arrastar das horas,
urgências perdem-me na lentidão dos ponteiros,
a tolerância impõe-se: o repensar é agora.
Valham-me as flores pelo caminho,
os pássaros observados na estrada,
a lua trás montanha nascente,
a sol a despontar na manhã dourada.
Interiorizar-me,
um exercício contínuo de paciência.
©rosangelaSgoldoni
02 02 2022
RL T 7 443 431
A lua já não me
desperta em ansiedades,
novidades à parte,
o tempo é de celebrar
o melhor do passado.
Temperos nem
sempre agradáveis,
mas palatáveis ao
bel-prazer.
Enjoativos,
salgados,
apimentados,
legítimos ou legitimados
pelo
despertar no amanhecer.
Quanto à linha
imaginária do futuro,
bordo e costuro
conjecturas
nas pétalas do
bem-me-quer.
©rosangelaSgoldoni
27 01 2022
RL T 7 438 984
E se não fosse paz
seria desespero sem causa.
Se não fosse compreensão
seria correr contra ou a favor
da receita de vida
em gotas de calmaria.
Foi solução refazer-se em ninho
vazio de expectativas
na contrariedade do ser
renovado.
Espreguiçou-se feliz no amanhecer.
O agora não poderia ficar para depois.
©rosangelaSgoldoni
20 01 2022
RL T 7 433 752
Estradas e matas,
luz do sol;
lua, estrelas,
geologia em festa nas
frestas e cantatas da natureza;
ventos em curvas de sabiás...
Mata atlântica,
nascentes e cachoeiras;
imaculado respirar
na pureza do seu viver
- clima de conservação
-.
Teus céus,
diurno e noturno,
de mágica contemplação
transformaram-se em
Inevitável paixão
ao primeiro encontro.
A cada reencontro,
ponho-me a brincar de esconde-esconde
entre estrelas, horizontes
e o insensato luar.
A menina que conversava com as estrelas voltou a sonhar!
©rosangelaSgoldoni
11 01 2022
RL T 7 428 080
Eram noites sem destino,
amor em desalinho,
coisas de paixão.
Por vezes, numa danceteria,
ele sentado à mesa pedia:
quero que dance para mim.
Gosto de vê-la sorrir!
Confuso, sem compreender o que sentia,
vez por outra levantava-se para beijá-la.
A pilastra frente a mesa
era proteção contra olhares invasivos.
Degustavam-se a cada intervalo,
entre abraços compulsivos.
Partiam pelas madrugadas guiados pelos
ponteiros que pendiam sobre suas cabeças.
Viveram, viviam!
©rosangelaSgoldoni
RL T 7 422 428
16 12 2021
Último
dia do ano estreando idade nova.
Hoje 69,
início da caminhada rumo aos 70 anos.
Enquanto
não chego lá e, claro, nem sei se o alcançarei, faço uma releitura de vida.
Agradeço
o compartilhamento do caminho com os filhos, família e alguns amigos.
Pessoas
que chegaram e saíram, independente de motivos e deixaram seus registros,
incluídos os que me encarreguei de excluir pessoalmente.
As quatro
operações da vida, penso, bem entendidas e aplicadas por mais doloridas que
fossem.
Ah,
filhos, vê-los crescer e alçar voo tornou a bagagem mais leve com a sensação do
dever bem cumprido.
Eu,
madura e um neto, renovo-me em mãe de última hora.
Redobro-me
em cuidados, um tempo de boas sobras.
Carinho,
atenção, chameguinho gostoso, arroz e feijão.
O
franguinho grelhado, a língua de gato, o carinho e atenção.
Eu,
filhos e neto ... cirandando em festejado viver.
Parabéns
para mim!
©rosangelaSgoldoni
31 12
2021
RL T 7 420
629