sábado, 15 de agosto de 2026
RELEITURA DE UM POEMA PARA NITERÓI, ESCRITO EM 2023
De terras concedidas aos Temiminós,
despontam baías e horizontes litorâneos.
Praias, rios, lagoas e montanhas:
vivamos Niterói,
uma cidade a sorrir!
Hoje,
Niemeyr passeia pela contemporaneidade de suas águas escondidas.
Sinuosidades e caminhos a seduzir olhares imantados pela estética,
naturalmente privilegiada,
mesclada ao arrojado traçado arquitetônico.
Nascida à luz da Aldeia de São Lourenço dos Índios,
cresceu Vila Real de Praia Grande envolvida na cultura
refletida no festejar desta feira.
Junto-me às fileiras de sua gente e brindo à poesia
deste momento cultural e à
diversidade artística que nos envolve.
Que o seu sorriso não se desbote frente ao tempo nem se
distancie da sua identidade,
Niterói!
©rosangelaSgoldoni
14 08 2026
ORIGEM:
RASCUNHOS DA ROGOLDONI: PARABÉNS NITERÓI, 450 anos (22/11/2023)
NITERÓI, 450 ANOS
De terras temiminós
terça-feira, 7 de julho de 2026
VERSOS ANOITECIDOS
Bate,
rebate;
Insiste,
desiste,
resiste!
Rabisca,
ronda,
disfarça;
tangencia
e
desvia.
Nos limites do
sentir,
o magnetismo
das palavras atrai,
Inevitavelmente,
um poema.
Versos que
anoitecem
ao recolher do
sabiá-do-campo
num outono perdido
entre suspiros.
©rosangelaSgoldoni
07 07 2026
RL T 8 668 361
segunda-feira, 4 de maio de 2026
O INEVITÁVEL AMANHECER
Escolheu com delicadeza uma caixinha de papelão
colorido e fitas de seda onde acolheu algumas lembranças e sentimentos que
teimavam, vez por outra, em escapar.
Sonhos desidratados; um guardanapo de bar onde lhe
ofertaram um pequeno poema de Pessoa; uma rosa desidratada; uma pequena
embalagem de fósforos (mimo aos fumantes dum happy houer inesperado que
a fizera feliz); um saquinho plástico com um punhado de areia de praia visitada
a dois; um terço ofertado em proteção de um amor que não se concretizou;
algumas fotos recortadas; vida entre suspiros e surpresas.
Certo, nada a esconder, mas precisava preservar-se da
curiosidade indesejável dos que tentavam bisbilhar sua intimidade.
Sempre que abria sua caixinha, revivia momentos numa
overdose de encantamentos. Um caleidoscópio de emoções. Sem preocupações.
Mas o tempo, perdido no tempo a destacar folhas do
calendário, desbotava-se sem piedade.
Imprimiu rugas em sua face distanciada da juventude. Agendou
vulnerabilidades.
Esfarelou o quase relicário e esparramou seus
guardados no fundo do armário.
Seria dramático se não fosse, naturalmente, o caminho
inevitável do ser.
Aspirou suas lembranças e deixou-se conduzir pela
brisa da tarde até o anoitecer.
©rosangelaSgoldoni
08 03 2026
RL T 8 619 220
segunda-feira, 9 de março de 2026
FÉ E ESPERANÇA RENOVADAS
Aquela síncope,
até então desconhecida,
reservou-lhe um inusitado de vida:
a passagem determinante por uma UTI cardiológica.
Por noites e noites infindáveis,
distante dos sonhos e do sono,
perdeu-se entre fios e monitores.
Acessos a transportar o soro vital
no gotejar de um tempo sem previsões.
Cercada por especialistas,
uma leve pressão sobre o pescoço,
alguém exclamou:
- a carótida fechou!
Diagnóstico celebrado,
entre tomos, ressonâncias e eletros.
Mais adiante,
o coração festejou sua estabilidade
constatada pelo catéter invasivo.
Mais do que sobreviver,
viver tornou-se um brado silencioso de resistência
ao frio e aos monitores em permanente vigilância.
Num marcapasso quase poético,
o verso ressuscitou sem desmaios
numa viagem de fé e esperança.
©rosangelaSgoldoni
15 12 2025
RL T 8 564 410
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
APRENDIZADOS
Há 73 anos, entre 11 e 11.30h, eu não queria chegar.
Uma enfermeira enganchada na minha mãe, por ordem da
obstetra, entregou-me à vida.
Cheguei cianótica em meio à festa e ao calor de um dia 31 de
dezembro.
Uma longa estrada percorrida entre atalhos, tropeços, erros e
acertos.
Disposta a aprender, ainda busco ensinamentos de vida.
Que assim seja, enquanto Deus quiser!
Feliz Ano Novo!
©rosangelaSgoldoni
31 12 2025 10.00h
RL T 8 528 315
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Acordei no chão sem nada entender até perceber que sofrera um desmaio. Muitas perguntas sem respostas em busca por explicações. Dia e hora...
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Minhas crianças são tantas, são ternas, amadas; reservas dos melhores vinhos e safras, frutificações multiplicadas em gerações d...
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Quase verão. Quase Natal. Quase Ano novo outra vez. Outubro reestreia em sol de janeiro, suores de fevereiro, anúncios de liquid...





