quinta-feira, 14 de março de 2013

CLARIDADE DE OUTONO




Não posso mais duvidar:
o outono está no meu DNA!
Claridade que hipnotizava
a criança-madura em mim.
Hoje, madura-criança,
persiste o fascínio da infância,
enraizados marrons folhetins.

14 03 2013
 ©rosangelaSgoldoni
RL T 4 187 349


terça-feira, 12 de março de 2013

FINAL DE VERÃO



Cigarra
Alvoroçada
Liberta
O
Canto
Da
Sedução.
Final de verão!
Corre
Contra
O
Tempo
Enquanto
O
Meu
Afasta-se
A
Cada
Estação.
Sou contramão!

©rosangelaSgoldoni
12 03 2013
RL T 4 185 397

segunda-feira, 11 de março de 2013

DAMA DE VERMELHO



Hoje vesti vermelho
só para te conquistar.
Simulo diante do espelho
aquilo que vou aprontar.
Meus segredos inconfessáveis
hão de te seduzir;
são tantos, incalculáveis,
não poderás resistir

À dama de vermelho
ao final vais aplaudir.

©rosangelaSgoldoni
14 02 2011

RL T 2 792 685

sábado, 9 de março de 2013

CAMISA DE SEDA




Ares de bom moço.
transpareciam
sob a camisa de seda.
Envolvia-me com
olhares despudorados,
odores extravagantes,
 tratava-me por donzela.

Cavalheiro de ocasião,
sempre disposto e à mão
de aventuras pelas madrugadas.

Galopando ao vento partiu
desbravando  constelações;
eu a colher estrelas,
suspiros e recordações.

 ©rosangelaSgoldoni
19 02 2013
RL T 4 180 264


SEXTA-FEIRA NA LAPA



Sozinha na Lapa,
mesa na calçada,
cerveja e boemia.
Aguardo amigos,
mas,
por enquanto,
observo os passantes
da freguesia.
A sexta se movimenta
sem máscaras.
As faces se multiplicam,
bares se socializam
e, a corda que abre o final de semana,
se solta.
Quase uma constante:
celulares e operadoras radiantes.
- “Compra uma bala, madame?”
- Não obrigada!
- “Então me dá um salame?’
Assim é a Lapa:
o casario iluminado vibra
como século passado.
Alguém me chama:
amigo chegando.
Nossa festa vai começar.
Recolho a garrafa,
entro no bar:
agora é sorrir
e
deixar rolar!

©rosangelaSgoldoni
08 03 2013
RL T 4 179 060

segunda-feira, 4 de março de 2013

DECISÕES SEM DISFARCES (DIA DA MULHER)




Lutou
por uma vida com dignidade,
um pouco de felicidade,
(instinto de sobrevivência).

Rezou
pelos filhos que nada entendiam,
por crescerem, coesos, unidos,
(independentes, porém, solidários).

Chorou:
descrente das suas promesas;
descobrindo, inimiga, a pressa;
cultivando amor e paciência.

Sentou
resignada  nutriz à espera
da colheita dos frutos maduros,
consciente de que o melhor adubo
não seria garantia de safra.
A boa, só o tempo revela,
deu um basta e, sem culpas, atrela-se
a um momento em que ousa viver.

Sorriu!

©rosangelaSgoldoni
04 03 2013
RL T 4 171 699

sexta-feira, 1 de março de 2013

SINAIS DE VIDA





sonidos
fartos,
farejos
alucinados,
tátil
percepção
de
visões
extemporáneas.
palato
estelar
regozija-se
com  a lembrança
da tua saliva.

SINAIS DE VIDA!

©rosangelaSgoldoni
02 03 2013
RL T 4 167 061

VERSOS ANOITECIDOS

  Bate, rebate; Insiste, desiste, resiste! Rabisca, ronda, disfarça; tangencia e desvia. Nos limites do sentir, o ma...