quinta-feira, 19 de abril de 2012

QUANDO A RAZÃO FALA MAIS ALTO





Triste é fingir-me ausente
quando  você presente,
tenta chamar a minha atenção.

Triste é lembrar que outrora,
independente da hora,
estávamos juntos por opção.

Triste é revê-lo, amor,
meu coração a seu dispor,
e recolhê-lo por precaução.

Triste é o medo que aflora,
quando penso em nossa história
e fala mais alto a razão.

Triste é ter os pés no chão,
quando queria ter asas
e, juntos, arribação.

©rosangelaSgoldoni
20 04 2012
RL T 3 622 814


quarta-feira, 18 de abril de 2012

O DIFÍCIL CAMINHO DA PAZ





Do campo não me basta o verde,
nem o canto dos passarinhos.
Não me basta o vento fresco
bordando os campos de trigo.
Olhar os lírios do campo,
parece-me sem sentido.

Há tanto pra se fazer,
há muito o que ser vivido:
além do verde e do trigo,
além de tudo, além do mais,
é preciso buscar como certo,
o difícil caminho da paz.

©rosangelaSgoldoni
Um dia qualquer no final da década de 90
RL T 3 620 025
Publicada na Antologia Café com Verso 2012 SP
Editora Delicatta


terça-feira, 17 de abril de 2012

EM COMPASSO DE ESPERA



Anoitece!
Sinto falta de laços.
Não dos festivos,
mas de alguém
que me estenda
seus braços.
Você,
expectativa;
eu,
espera em compasso.

©rosangelaSgoldoni
17 04 2012
RL T 3 619 011


segunda-feira, 16 de abril de 2012

PRIMAVERA AO VENTO




Brisa leve que refresca
as últimas gotas do orvalho invernal.
Ciclo vital do renascimento
que prepara o amor em nova dimensão.
Estação da graça,
flores em arruaça,
fauna em movimento.
A vida se agita.
Meu coração,
prima  pelo atrevimento,
partindo em busca de nova paixão.

©rosangelaSgoldoni
17 04 2012
RLT 3 617 146


sábado, 14 de abril de 2012

ARES DE PORTA-BANDEIRA






Componho-me porta-bandeira,
mas não sou sambista:
trata-se de alegoria.
A mala na sala
desfeita ou fechada,
é a bandeira que faço girar.
Giro a saia,
giro  a vida,
giram os sonhos:
movimentos necessários
neste meu  mundo enfadonho.

Procuro-me em todos os cantos,
na certeza de que vou me encontrar.
Cantos de bossa-nova,
cantos de todos os santos,
cantos de Mercedes Sosa
ou um bom rap cubano.

O estandarte, múltiplas cores
estão a me maquiar:
o rubro de Manabu
o azul de Picasso à la carte
misturados a Girassóis,
também giro à procura da arte.

Giro a vida,
giro os sonhos,
sei que um dia hei de parar:
Curvar-me-ei à grande platéia
que nada de mim conheceu
mas aplaudiu o meu desfilar.

©rosangelaSgoldoni
09 04 2012
RLT 3 613 288


MEU ACONCHEGO



Aqui, meu recanto,
sou dona de mim:
sou livre, descanso,
liberta, enfim.


É como um brinquedo
que não pude ter
onde guardo segredos:
não os queira saber!


No céu não consigo
estrelas contar;
sentada escuto
um grilo a cantar,
bela sinfonia
que me faz chorar.


Janelas abertas

com rendas e laços;
o sino dos ventos
entende o compasso
e eu, sorrateira,
fronteiras transpasso.


O meu aconchego

espera por mim,
são idas e vindas
que nunca tem fim;
quem sabe um dia
eu crie raízes
tal qual angelim.


©rosangelaSgoldoni

06 02 2010
RL T 2 498 701

MEU ACONCHEGO



Aqui, meu recanto,
sou dona de mim:
sou livre, descanso,
liberta, enfim.

É como um brinquedo
que não pude ter
onde guardo segredos:
não os queira saber!


No céu não consigo
estrelas contar;
sentada escuto
um grilo a cantar,
bela sinfonia
que me faz chorar.


Janelas abertas

com rendas e laços;
o sino dos ventos
entende o compasso
e eu, sorrateira,
fronteiras transpasso.


O meu aconchego
espera por mim,
são idas e vindas
que nunca têm fim;
quem sabe um dia
eu crie raízes
tal qual angelim.

©rosangelaSgoldoni
06 02 2010
RL T 2 498 701