domingo, 18 de dezembro de 2016

NATAL DAS CRIANÇAS SEM PAZ



Guerra de adultos,
violência sem dó maior.
Uma lágrima abre caminho
entre o sangue e o pó
na face do pequenino.
Do outro lado do mundo,
submundo,
pequeninos e suas armas.
Às vezes,
brinquedo,
outras não.

Então é Natal!
Que possam renascer crianças em Paz!

©rosangelaSgoldoni
RL T 5 857 239
18 12 2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

INEVITÁVEL (Publicada)


Porto Alegre, RS




Relia sua vida numa ampulheta.
Percebeu que o tempo brincava com os movimentos.
Do nascimento à maturidade
conviveu com as dificuldades
do percurso.
Persistente,
desviou-se das pedras;
lidou com promessas e quebras,
humores em oscilação
Alcançou o proposto!
Do alto da vida,
deu-se conta de que a descida era iminente.
Relutou mas não ousaria desafiar o tempo.
A ampulheta voltava a ser criança
dependente de cuidados e atenção.
Um caminho sem volta.
Seu tempo em contagem regressiva.

©rosangelaSgoldoni
08 09 2016
RL T 5 856 392





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ALÉM DA CHUVA



Quase do outro lado da vida,
sentia-se abatido,
amargurado.
Caminhava cabisbaixo.
Atravessava a madrugada fria
ao largo dos sonhos e projetos.
Uma chuva fina se aproximava.
Apressou o passo.
Seus prospectos de vida
impressos na mente febril
já embolorados pelo tempo
ainda  lhe proporcionavam um  certo bem-estar.
Quando a aurora se insinuou
caminhou pela estrada do sol,
expôs seus arquivos interiores
e envolveu-se nos primeiros raios de luz.

Ressuscitou!

©rosangelaSgoldoni
10 06 2016
RL T 5 848 846

sábado, 3 de dezembro de 2016

LEGADO


Sabemos: o sofrimento gera aprendizado!
Legado deste acidente da Lamia:
- Solidariedade!
Que possamos olhar mais um para outro,
na alegria ou no desconforto.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2016
RL T 5 842 872

RETORNO A CHAPECÓ



Aplausos em marcha.
Chuva, choro, Chapecó
Despede-se uma cidade inocente.
Combustível e dor.

©rosangelaSgoldoni
03 12 2016
RL T b5 842 392

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MANHÃ DE DOMINGO





Cedinho,
manhã de domingo,
precisava dum banho de cores.
O sol despontava na estrada.
A mata engalanada
desfilava seus  “dégradés”.
O céu, pronto para um mergulho,
sorria convidativo.
Um turbilhão de pólen
ativava os sensores dum beija-flor.
Desnorteado,
atravessou  minha janela,
sem licença ou chancela
sobrevoou-me sem pudor.
Murmurei:
- às roseiras, beija-flor!
Partiu por onde entrou.

O domingo vestiu-se de versos!


©rosangelaSgoldoni
28 02 2016
RL T  5 841 370

VERSOS ANOITECIDOS

  Bate, rebate; Insiste, desiste, resiste! Rabisca, ronda, disfarça; tangencia e desvia. Nos limites do sentir, o ma...