segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AMAZÔNIAS



Esvai-se o rio em húmicos da floresta,
majestade negra,
plenitude  de vida.
Borbulham pirarucus,
pirararas,  bicudas.
O boto cor de rosa
em prosas de socorro
ao encontro dos curiosos.
Ecoa o Solimões.
No encontro das águas,
claro, escuro em paralelas
na passarela das águas do mundo.
O Amazonas segue seu curso ao encontro das pororocas.

©rosangelaSgoldoni
17 09 2016

RL T 5 766 346

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DOMINGOS MONTAGNER


Imagem: peixe palhaço

Do personagem ao ser,
sabores de viver.
O velho Chico não entendeu.
O grande palhaço fechou-se em tragédia
por entre as  pedras das suas águas.

©rosangelaSgoldoni
16 09 2016
RL T 5 763 331

terça-feira, 13 de setembro de 2016

RIO NEGRO




águas escuras
veio negro na mata
caudalosa sinfonia

©rosangelaSgoldoni
13 09 2016
RL T 5 760 155

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O QUINTAL DA MINHA INFÂNCIA





Era um pedacinho de terra onde nasciam rabanetes, cenouras, tomates e pimentões.
Jilós que não me agradavam.
Num cantinho de muro bertalhas e suas folhas aveludadas.
Tudo natural, fertilizado com amor.
Roseiras, laranjas da terra,
salsa e cebolinha,
pimenteiras e abobrinhas.
Havia uma parreira espremida numa quina de terra.
Resistia bravamente.
Uvas pequeninas, um tanto ácidas, sugeriam o impossível das cerejas.
No cimentado, um galinheiro com poedeiras e um pinteiro ao lado.
Era tão pouco,
era sustento
nas mãos calejadas de vida do meu pai.

©rosangelaSgoldoni
29 08 2016

RL T 5 755 026

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

BOULEVARD OLÍMPICO RIO DE JANEIRO 2016 (Fotos) COM MURAIS DO KOBRA


























DESORIENTADA


Sentia-me perdida!
Quase desorientada.
Não sabia o que faria
pós rompimento acertado.

Acreditei num interruptor:
bastaria apagar a luz!
Querendo me recompor
enterrei-me tal avestruz!

Mas não era  nó, era laço,
amassado em total frouxidão:
percebi em tempo de agir.

Do laço fiz desenlaço,
a tristeza larguei de mão,
refiz-me na escuridão.

©rosangelaSgoldoni
13 10 2010

RL T 2 670 674

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CINDERELA DESENCANTADA



Educada para ser boazinha,
falar baixo,
dizer obrigado,
resguardava-se  para “o sempre” nos braços de um
príncipe encantado.
Esperou,
esperava...
Ressabiada,
deu-se conta de que ser princesa não tinha graça.
Desencantou-se Cinderela
à meia noite de um baile qualquer.
Redescobriu-se mulher.

©rosangelaSgoldoni
01 09 2016
RL T 5 748 633