sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

AVE SAUDADE!





Dezembro aos filhos,
amigos
e quem mais somou!
Tempo de confraternizações,
recordações,
olhos marejados!
Dezembro,
simbolismo à parte,
ave saudade de todas as idades!


©rosangelaSgoldoni
13 12 2014
RLT 5 067 872

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

SORRISO INTERIOR (DE UM VERSO QUE PEDIU COLO)

EVENTO NA BIBLIOTECA CORA CORALINDA EM NITERÓI


Niterói,
desde o ventre,
sol nascente.
Naturalmente claridade,
índia e liberdade,
poema sedutor.
Niterói,
águas descobertas num sorriso interior.


©rosangelaSgoldoni
11 12 2014
3º lugar no II Cocurso de Poesia Niterói (441 anos).

promovido pelo evento "Um Brinde à Poesia",
organização de Lucilia Dowslley).

RL T 5 066 601







terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ALONGANDO IDEIAS



Não se sufoque com palavras!
Não se engasgue com emoções!
Se não puder expressá-las, que tal escrevê-las?
Há sempre um instrumento de escrita disposto a apaziguá-las.
Alongue as ideias, estale os dedos e relaxe o coração.

©rosangelaSgoldoni
28 05 2014
RL T 5 064 445

LEMBRANÇAS DESIDRATADAS





Sol a pino.
Rimam
filtro na face,
chapéu,
laçarote,
suores,
decotes.

Desidratam-se as lembranças
de um verão não vivido!

Água de coco,
seu moço,
pra lavar meus caminhos!

©rosangelaSgoldoni
09 12 2014
RL T 5 063 858
Publicado na Antologia Raios de Sol, organização Lucilia Dowsley, Editora Dowsley, Niterói RJ 2016

domingo, 7 de dezembro de 2014

UMA TARDE, UM DOMINGO


Naquela tarde de domingo a fome bateu à porta.
Preguiças de vida, saí em busca dum restaurante pelo bairro.
No primeiro, considerável fila de espera.
Minha fome tinha pressa. Eu também: um compromisso às cinco da tarde.
No segundo, com tranquilidade e comida de qualidade, me sentei.
Retomo o caminho de volta a casa. Ruas vazias, poucos carros circulando.
Num trecho praticamente deserto fui abordada por um homem alto, magro, faces meio encovadas. O previsível “pode me arranjar um dinheiro” aconteceu.
Respondi um tanto assustada: não tenho!
Postou-se ao lado, caminhando e insistindo. Foi quando me mostrou um recorte de embalagem de remédio dizendo que dele necessitava (tinha problemas de nervos, no seu linguajar).
Em estado de alerta máximo, ziguezagueava de um lado para outro na calçada  tentando me desvencilhar da companhia mais do que suspeita. Mas não desgrudava.
Pensei rápido: vou arriscar e ver até onde vai dar!
- Compro o seu remédio. Sigamos em frente: há várias farmácias.
- Não, vamos voltar. Para trás tem uma que vende mais barato.
- Não volto!
Escolhi uma e, do nada, atravessei a rua. Entrei noutra (coisas de Deus).
Ele ficou na porta, eu direto ao balcão. Pedi informação: só com receita, minha senhora, respondeu o vendedor.
De imediato expliquei: vê aquele homem parado na entrada? Vem me acompanhando, querendo dinheiro insistentemente, apresentou-me este fragmento de embalagem como necessidade.  Vou devolvê-lo e volto. Aguardo um tempo até que ele se vá.
Abrigada, dois funcionários colocaram-se à porta observando o indivíduo que empacara frente ao supermercado próximo à espera da minha saída.
Passaram-se uns dez minutos até que me dei conta de que a farmácia escolhida ficava numa esquina. Saí pela porta lateral, fora do alcance de sua visão e cortei caminho.
Cheguei sã e salva!
Mais tarde, cumpri meu compromisso: assustada, não intimidada.
Tardes de domingo... onde estão as calçadas tranquilas?
Por onde passeiam as famílias?


Estariam meus almoços em tardes de domingo, quando sozinha,
condenados ao delivery?


©rosangelaSgoldoni
07 12 2014

RL T 5 062 260

MAIS UM SHOW DO ROBERTO





Mais um show do Roberto,
amores na mente desfilam.
Meu coração manifesto,
alguns ainda me incitam.

Emoções e detalhes ressurgem,
há mais que recordações.
Silêncios, saudades se calam,
pendências e indagações.

A alguém quero lembrar
mas não devo me revelar.
Mulher além dos quarenta
tempero a dois com pimenta,
um escândalo a reverberar.

Sobrevivo ao subir a montanha
de mãos dadas com Nossa Senhora!


©rosangelaSgoldoni
26 12 2010
RL T 2 691 617
Revisado em 23 12 2022