Rascunho versos. Neles, sentimentos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

QUINTÂNEAS ALEGORIAS



Desembarco
no Porto.
Alegre poesia,
Quintâneas alegorias
Veríssimas contextualidades.
Lyas, Marthas, Carpinejares,
versão solidão Abreu.

Busco meus paralelos...

Hei de me encontrar
nas linhas de alguns versos
celebrando a nudez existencial.

©rosangelaSgoldoni
30 10 2014
RL T 5 017 530


Lançamento do meu primeiro livro solo (Fiapos de Lucidez) e participação nas outras três 
Antologias (crônicas e poesias)


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 de OUTUBRO DIA NACIONAL DO LIVRO


FEITIÇO DE POESIA



letras,
rimas,
livros,
relicários,
varinhas de condão mágico...
voem livres,
sem percalços,
elevem a poesia ao
patamar das consciências lúdicas,
súditas do belo e dos tons nostálgicos...

há que se perpetuar o feitiço do verso
no cantar dos trovadores e bardos.

©rosangelaSgoldoni
29 10 2014
RL T 5 016 003

terça-feira, 28 de outubro de 2014

BEM QUE TE VIMOS...




Bem que te vi
ali,
na
esquina,
cabisbaixo,
buscando um dedo de prosa,
aparência pesarosa
dos enredadores emocionais.

Bem que partimos,
eu e o bem-te-vi.

©rosangelaSgoldoni
28 10 2014
RL T 5 014 825

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

LÁGRIMAS TEIMOSAS



Lágrimas Teimosas

Tento conter o pranto.
As lágrimas desconhecem gentilezas.
São tantos os desenganos
que alimentam minha tristeza...

Converso com o destino
buscando uma explicação.
Ele, apressado, esquiva-se,
desconversando de antemão.

Apresso-me, resolvida,
tenho poder de decisão:
livre arbítrio, minhas preces
aliviam-me a missão.
Foram-se as lágrimas vertidas
ao graal da salvação.


rosangelaSgoldoni
23 02 2011
RL T 2 811 190
revisado em 27 10 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

PALAVRAS AO VENTO E NADA MAIS!



Chegou sem aviso!
Dos sentidos
aos delírios,
profunda imersão.

E eu que não sabia nadar...

Flutuei por entre versos,
salvei-me vida em poemas,
desafoguei estratagemas,
deixei-me levar pelas ondas
duma proposta ilusão.

Palavras ao vento e nada mais!

©rosangelaSgoldoni
21 10 2014
RL T 5 007 360

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

REGENDO A SINFONIA DA VIDA




Alguns dias nublados,
noites tristes e escuras;
dias de sol farto,
noites d’etérea lua;
sombras e claridades,
a vida e seus contrastes
norteiam-me  a conduta.
Algumas batalhas perdidas
não ofuscam o brilho da luta.
Regendo a realidade
- verdades nuas e cruas -
 movimento-me em sonatas,
mentalizo suaves partituras.

©rosangelaSgoldoni
13 11 2012
RL T 5 002 537

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

FLAGRANTE É O NOSSO OLHAR



Esconder?
Não adianta!
Alguém a perícia chamou:
suas digitais no Campari
colheu e identificou.

Não adianta esconder
o DVD do Diogo,
seu perfil ali traçado,
foi logo monitorado.

Não adianta esconder
o travesseiro de penas,
com seu cheiro impregnado
levou-me a fazer um poema.

Não adianta esconder,
o flagrante é o nosso olhar,
denuncia um sentimento
que tentamos ocultar!


©rosangelaSgoldoni
12 02 2011
RL T 2 787 020
Revisada em 17 10 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

VEM!




Vem!
dança comigo,
repouso e abrigo,
enlevo sensual.
Vem,
a vida nos espera,
entende a minha pressa,
desfaz o casual.
Vem,
é tempo, primavera,
renovam-se as quimeras
em festivo ritual.

Vem!


©rosangelaSgoldoni
18 02 20111
RL T 2 799 063

Revisado em 15 10 2014


terça-feira, 14 de outubro de 2014

AOS PROFESSORES



Semeadores de cultura,
indispensáveis soldados,
sua tropa é de luta
mas não são valorizados.

A minha solidariedade
àqueles de prontidão,
professor é preciosidade
no front da Nação.

Na sua luta diária
alguns enfrentam perigos:
não abandonam o trabalho
perseguem seu objetivo.

A cada dia uma batalha
em prol da educação.
Professores parabéns
e a nossa gratidão!



©rosangelaSgoldoni

10 10 2010
RL T 2 547 793

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

PASSARINHANDO




Andorinhas,
bem-te-vis,
canários da terra,
sabiás,
viuvinhas,
tesourinhas,
joões de barro,
sanhaços,
são tantos os pássaros...
Desfilam avoados pela minha janela.
Fundo de tela:
amoreira e seus vermelhos matizados.
Tento fotografá-los inutilmente.
Uma pescoço pelado a tudo assiste
enquanto p asseia
tranquilamente  pela grama.
Recolho a máquina fotográfica.
Volto à condição de espectadora.
Meu jardim,
como de costume,
sorri!

©rosangelaSgoldoni
13 10 2014

RL T 4 997 953

DESCOMPLICANDO




Tão
simples:
Eu e você!
Complicar para quê?
A força que nos une
ultrapassa o querer.

Vamos juntos brincar de viver!

©rosangelaSgoldoni

28 02 2011
RL T 2 821 118

domingo, 12 de outubro de 2014

TEMPERANDO A VIDA



Quero a vida
em seu esplendor!

Ultrapassar o aquém,
extrapolar fronteiras,
desafiar limites.
Buscar o infinito
em múltiplas cores.

Este ar de sensata
deixo pra outros.
Se houver cabeçadas,
aprendizado em dobro

Quero muito,
vou além;
da vida, o insosso
temperar me convém.


©rosangelaSgoldoni
22 01 2011
revisado em 11 04 2014
RLT 2 744 619

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SUSTENTABILIDADE AMOROSA




Num boteco à beira da estrada, entre um gole e outro de vinho (boa procedência, afinal sou amiga da dona), algo me chama a atenção: a palavra “sustentabilidade”.
Impossível não ouvir a conversa que envolvia aquela roda de amigos.
Foi quando percebi que a palavra não era usada no sentido habitual.
Simplesmente era a resposta de um macho que se pretendia “alfa” a uma quarentona que participava da roda e se declarava sem compromissos.
- Você conhece a lei da sustentabilidade, fulana?
Sustentabilidade, na sua concepção, uma metáfora para: “está sozinha por que quer, se sustentar...”
Dei um pulinho no ontem e reconectei-me ao Facebook.
Lembrei-me do ataque súbito, in box: um “predador” de plantão. Tipos com palavras gentis, princesas e falsas gentilezas.
Não sou suscetível a banalidades, já não tenho sonhos de cinderela. E o senso crítico fala alto.  Gosto de riscos calculados, das surpresas após a curva da estrada. Não sou linear, gosto de namorar e alguma gentileza.
Espantam-me a exposição da solidão e disponibilidades em busca de possibilidades nas redes sociais.
Um relacionamento eventual ou duradouro sustenta-se por si só, não precisa de “sustentabilidades”.

©rosangelaSgoldoni
10 10 2014
RL T 4 994 818

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

QUE SE DANEM OS EXCESSOS



Quero gritar e dissipar
meus versos em suspensão:
moléculas de emoção!

Tom ousado e atrevido
que parece não fazer sentido:
mas é tudo de que disponho.

Autodefesa incontida,
uma lágrima vertida
nas estradas
por onde transitam meus sonhos.


©rosangelaSgoldoni
19 03 2011
RL T 2 857 391
Revisado em 09 10 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

NÃO BRINQUE COM MEUS SENTIMENTOS

14 02 2011
RL T 2 791 921


S O L E T R A N D O




Um amor
S
O
L
E
T
R
A
D
O
no descaso do acaso
(da vida, uma síncope)
partiu-se em pedaços
(mosaicos).

Pássaros comovidos invocam Fênix.

Recompõe-se o
AMOR
em letras sempre-vivas,
margaridas,
vetiveres,
bem-me-queres
poemar.

©rosangelaSgoldoni
07 10 2014
RL T 4 991 095
Publicado na Antologia Raios de Sol, organização Lucilia Dowsley,
Editora Dowsley, Niterói RJ

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ECOS E SORRISOS




Cristais de mágoa
rastejam
por entre os últimos raios de sol.
Buscam o regozijo
da claridade interior.
Garoa solidária
limpa os resquícios
de torpor.
Sorrisos ecoam
antes que o primeiro vagalume
fosforesça ao anoitecer.

rosangelaSgoldoni
05 10 2014
RL T 4 989 432

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

AZALEIA






Jardim solidão.
Azaléia vivifica
um olhar de saudade.

©rosangelaSgoldoni
10 08 2012
RL T 3 913 943

Publicado na Antologia "Inspiração em Versos"
Editora Futurama, 2014, SP

sábado, 4 de outubro de 2014

NEM TROVADOR, NEM POETA!





Não sou trovador
nem poeta!
Persigo o papel e a caneta
com insistência
ou,
quem sabe,
incoerência.

Brigamos (eu e o papel)
por algo que estou a sentir.
Imponho o que trago no peito
sem tempo para me contestar!

Desbravo pautas,
rabisco folhas,
imprimo sabores e cores
sem me ater ao paladar.

Não sou trovador nem poeta,
meus sonhos alados teimam em se dispersar!


©rosangelaSgoldoni
27 02 2004
RL T 2 676 543
Revisado em 04 10 2014

FIAPOS DE LUCIDES (CONVITE LANÇAMENTO)



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DE MARRÉ MARRÉ MARRÉ ...




DO OUTRO LADO DA RUA




Varandas e sacadas invadem
minha sala.
Foi-se o tempo em que minha janela
abria-se para o mundo.
Cuidadosa,
semicerro as cortinas.
E, no entanto,
não sei viver em gaiolas:
foram-se os últimos raios de sol
e a estrela vespertina.

Senhores do outro lado da rua:
Eu, Vésper e a lua temos um encontro marcado
entre as taboas do charco,
antes que as primeiras gotas de orvalho se insinuem.

A vós, as sacadas!

©rosangelaSgoldoni
30 09 2014

RL T 4 981 915