Rascunho versos. Neles, sentimentos.

sábado, 28 de junho de 2014

NOS TEMPOS DA MÁQUINA DE ESCREVER




NOS TEMPOS DA MÁQUINA DE ESCREVER

Sou de um tempo em que a pressa era relativa
e, por isso, tracei e alcancei meus objetivos profissionais bem cedo.
Sim, meu caro jovem, sou do tempo da datilografia,
que me fazia digitar mais rápido do que podiam me alcançar as teclas do telex.
Conheci o computador DOS, coisa que você, provavelmente, desconhece.
Com o passar do tempo, fui abrindo “Windows”, Offices, quebrado a cara aqui, uma ajuda ali, outra acolá, mas aprendi o bastante pra digitar estas linhas.
É verdade, a velocidade não é a mesma.
Sim, sou do tempo da datilografia e disposta a aprender todos os dias!
Pressa, hoje?
Só de viver!


©rosangelaSgoldoni
19 06 2014
RL T 4 850 196

sexta-feira, 27 de junho de 2014

VAZIO DE LETRAS



Relendo-me
desde os 17 anos.
Imersão em sentimentos
vívidos,
vividos,
diluídos.

Espaços dilatados,
vazio de letras,
fôlego recuperado,
episódicos êxtases.

Flexibilizo-me frente aos 
espaçamentos involuntários
ou necessários.

O tempo resgatou –me por inteiro.

©rosangelaSgoldoni
26 06 2014

RL T 4 859 643

quinta-feira, 26 de junho de 2014

IPÊ OU PAU-BRASIL? EU VOTO NA JABUTICABA!






Ipê ou Pau-Brasil? Eu Voto na Jabuticaba!

Sou particularmente apaixonada por uma fruta nativa da Mata Atlântica Brasileira: a jabuticaba.
Estonteante vê-las frondosas, com seus troncos cobertos de frutos, negros, arroxeados, suculentos, adocicados, que atraem pássaros e olhares desavisados.
Mas o pau-brasil foi instituído como árvore nacional.
Acredito que as jabuticabas sejam para o Brasil o que as cerejas representam para o Japão: um paralelo que traço levando em consideração fatores culturais.
Cerejeiras são celebradas, festejadas, um símbolo da tradição japonesa.
Originárias da Ásia, atraem turistas e são reverenciadas pelo mundo afora.
E a nossa jabuticaba garbosa, saudável, também rica em nutrientes, por que não ser valorizada, festejada, promovida a celebridade nacional?
O ipê já vem alcançando o status merecido na nossa biodiversidade.
O pau-brasil instituído por lei como árvore nacional.
Por que não deixarmos de lado a "República das Bananas" e adotarmos a "República das Jabuticabas”?
Nada contra as bananas, mas a jabuticabeira merece uma atenção especial.
Que suas festas sejam programadas, divulgadas, visitadas.
Que todos tenham oportunidade de vê-las em brotação, coladinhas ao tronco, o verde se arroxeando... até a degustação.
Só quem experimentou sabe (avalizado por Drummond): "Jabuticaba chupa-se no pé".

©rosangelaSgoldoni
09 10 2010
Revisada em 17 06 2014
Publicado na Antologia Por um Mundo Melhor, Poemas à Flor da Idade, série IV (Literatura Infanto Juvenil).

terça-feira, 24 de junho de 2014

O LOUCO


O LOUCO

Numa valise
ajeitou
cuidadosamente,
seu único bem.
Mais uma partida aleatória!
Para trás
deixava um mundo soturno.
O futuro
ainda  o instigava.

Ele
e sua bagagem única:
a loucura que o alimentava.

©rosangelaSgoldoni
18 06 2014
RL T 4 849 992

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MUITO ALÉM DE PASÁRGADA






Muito Além de Pasárgada

Quisera viver em Pasárgada,
tal Bandeira sonhou.
Mas voltando à realidade,
minha vida em debate,
acho que o tempo passou.

Apenas um refúgio
onde exalto o crepúsculo
verdadeiramente concretizei.
Não sou amiga do rei
nem alcanço os  jardins persas:
edito minhas próprias leis.

Lá, amigos plebeus
alegram-me com suas conversas
e entristeço-me na hora do adeus.

Adeus aos jardins encantados,
que não são imaginários,
gardênias, hortênsias e rosas
convivem harmoniosas.

Tem noites em que fico triste.
Não tenho o homem que eu quero,
mas tem alguém que espero
- aquele que Deus me deu -!

Meu refúgio me aconchega,
a cada volta uma festa
e um exercício de paz!

Rogoldoni
07 03 2010
Revisada em 16 06 2014

RL T 2 508 661

segunda-feira, 16 de junho de 2014

EM BUSCA DE PAZ



EM BUSCA DE PAZ

Sigo em busca de um pouco de paz!
Solidão requerida e deferida,
desaceleração imposta,
braquicardia calculada:
silêncio consequente de
uma vida em exaustão.

Caminhos possíveis avisto,
sem planos ou objetivos;
nada a me nortear.
Um bicho acuado e aflito
querendo fazer de um grito,
habeas-corpus, libertação!

rosangelaSgoldoni
17 10 2009
RL T 2 479 124
Revisado em 14 06 2014

sábado, 14 de junho de 2014

SOLTANDO A VOZ




Soltando a Voz!

Estou a escrever.
Nada penso,
em nada creio.

Na roda gigante da vida sou
cadeira girando pelo mundo,
sem eira nem beira.

Sou santa,
algoz,
algo assim um tanto feroz.
Mulher aguerrida,
sou grito,
solto a voz!

rosangelaSgoldoni
23 04 2006

RL T 2 517 066

revisada em 14 06 2014


segunda-feira, 9 de junho de 2014

MATURIDADE II



MATURIDADE II

ao
tempo da maturidade
sobram
perguntas,
pensamentos
dúvidas...
apesar da coragem
revelar-se
incauta
descalça
ávida de aventuras...

fruto inseguro,
maduro,
aguarda o tempo da colheita

©rosangelaSgoldoni
09 06 2014
RL T 4 839009
revisada em 21 06m2014

domingo, 8 de junho de 2014

UMA LUZ ALÉM DA TELA



Uma Luz além da Tela

Sábado tranquilo. Nem quente nem frio.
Sol e claridade.
Resolvo almoçar num restaurante próximo à casa. Caminho sem pressa,
Ritual de self-service. Escolho a mesa aleatoriamente (num local em que estão arrumadas em fileiras de duas) e sento.
Ssboreando a primeira garfada, percebo à minha frente, duas senhoras sentadas: uma de frente para mim (em torno de 55 anos); outra, de costas na cadeira da mesa ao lado (talvez uns 75 anos pelas cãs mal cuidadas). Entendi que estavam juntas, apesar da pouca troca de olhares.
Continuei a almoçar sem me desvencilhar da cena. A mais nova digitava freneticamente um smartphone enquanto comia. O silência fazia-se absoluto entre as duas.
De repente, a mais idosa fez um movimento. Deduzi que buscava sua carteira.
Surpresa, ouvi:
- Não mamãe, deixa que eu pago (ainda digitando)!
Não deixei transparecer meu incômodo.
Verdade: evito julgamentos, afinal, não sei que tipo de relacionamento foi permeou-se na infância.
Lembrei-me da minha mãe e de sua dependência afetiva. Do quanto me exigiu sem o saber. Do quando me doei sem perceber. Do meu sono tranquilo após sua partida na certeza da missão cumprida.
Já que não testemunhei qualquer manifestação de afetividade por parte da filha, pedi a Deus que alguma Luz, além da tela do smartphone, iluminasse o seu caminho.

©rosangelaSgoldoni
09 06 2014
RL T 4 837 843

sexta-feira, 6 de junho de 2014

REFAZENDO A CRIAÇÃO





Refazendo a Criação

Se faltar um tijolo
não interrompa a construção.
Basta que se proponha
a refazer a criação.

Aplique o mesmo na vida:
pedras pelo caminho?
Recolha com certo cuidado
juntando-as num cantinho.

Poderão ter serventia
num projeto redefinido.

©rosangelaSgoldoni
31 01 2011
RL T 2 764 601

NÓS, NAMORADOS...II




Nós Namorados...II


namorados...
nós
e um fio condutor...
[que se desen
capa
quando
brincamos de amor]!
nós,
namorados...

©rosangelaSgoldoni
06 06 2014
RL T 4 834 670

quinta-feira, 5 de junho de 2014

UM BRINDE À POESIA COMEMORA 15 ANOS

Presente!





Agência O Globo / Guilherme Leporace
Jornal O Globo, Niterói, 18 05 2014
http://umbrindeapoesia.blogspot.com.br/2014/05/um-brinde-poesia-no-o-globo-niteroi.html

terça-feira, 3 de junho de 2014

DO AMOR



Do amor

sonhos tangentes.
antes do cataclismo,
tempo refeito.

©rosangelaSgoldoni
02 06 2014
RL T 4 831 524

segunda-feira, 2 de junho de 2014

OLHAR DESPREVENIDO




OLHAR DESPREVENIDO

Sanhaços,
caquis,
ameixas e coqueiros
 espremidos,
estrangeiros
na selva imponente,
concreto recorrente
da
Avenida Paulista.
Um olhar desprevenido
flagra a poesia viva!

©rosangelaSgoldoni
01 06 2014
RL T 4 829 254